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ÍNDICE TEMÁTICO 
60
Homenagem a Regina Schnaiderman - raízes e devires
ano XXX - Junho 2018
195 páginas
capa: Vera Montagna
  



capa: Vera Montagna

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PERCURSO DIGITAL  
Apresentação do vídeo do evento realizado pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, outubro de 2018 [video of the event]
 
Apresentação dos vídeos e áudios do evento realizado pelo Departamento de Psicanálise no Instituo Sedes Sapientiae, maio 2018 [video and audio material of the event]
 


EDITORIAL  
TEXTOS  
Nota do Editor Este texto constitui o primeiro capítulo do livro La résistance de l’humain, Paris, PUF, 1999.
A autora reflete sobre as noções de “vida nua” (W. Benjamin) e “homem matável” (G. Agamben), e afirma a necessidade de aceitar a realidade do assassinato primitivo (Totem e Tabu) que, segundo ela, libertou os irmãos da condição de “homens matáveis”.
ABSTRACT
The author discusses the concepts of “naked life”(W. Benjamin) and “people who may be killed”(G. Agamben). In her view, Freud’s conception of the murder of the primeval father is to be taken literally and not as a metaphor. Its meaning would be the liberation of the brothers from the condition of “killable people” to which the absolute power of the father condamned them.
 
O artigo propõe reconhecer a singularidade e a importância do movimento pós-lacaniano, composto em sua maioria pelos primeiros e mais importantes discípulos de Lacan. Uma constelação dos principais autores franceses dos últimos 40 anos (como J. Laplanche, J.-B. Pontalis, A. Green, P. Aulagnier, D. Anzieu, G. Rosolato, J. McDougall, e J. Kristeva entre muitos outros) fundada em uma sorte de pacto fraterno geracional. O autor assinala no início do movimento a revolta antidogmática contra o lacanismo, assim como a radicalização do retorno a Freud, além da leitura de Lacan. A crítica da deriva teoricista do lacanismo promove um “retorno a la clínica”, dá lugar a uma extensão do campo analítico e resulta na criação de uma nova matriz teórico clínica contemporânea.
ABSTRACT
he paper propose to acknowledge the singularity and historical relevance of the post-lacanian movement – composed by most of the Lacan first and most important disciples. A constellation of the principal authors of the last 40 years of French psychoanalysis – like J. Laplanche, J.-B.Pontalis, A. Green, P. Aulagnier, D. Anzieu, G. Rosolato, J. McDougall, and J. Kristeva – based on a fraternal pact. The movement started as an anti-dogmatic revolt against lacanism, and a radicalization of the “return to Freud” beyond Lacan’s interpretation. The critic of the lacanian theoricism promoted a “return to the practice”, an extension of the analytic clinical field, and the emergence of a new theoretical-clinical contemporary model.
 
Em um relato pessoal, construído a partir de cartas de Regina Schnaiderman, vai sendo traçado seu percurso de apátrida, onde se configura o sítio do estrangeiro que caracteriza o psicanalista. A origem do Departamento de Psicanálise vai se delineando nessa jornada de militância por um mundo mais justo e no assumir de um não lugar que se reflete na vida e na postura inquieta de Regina.
ABSTRACT
The Regina Schnaiderman’s stateless trajectory is traceable in the personal account of her letters, whereby the psychoanalyst’s site of the alien is characterized. The origin of the Psychoanalysis Department is shaped by the militant journey for a fairer world and by assuming a non-place that reflects Regina’s life and restless attitude.
 
Este pequeno artigo propõe uma leitura da vida profissional e pessoal da psicanalista Regina Schnaiderman, tal como é apresentada pela Revista Ensejo, de um ponto de vista baseado no ensaio de Agamben “O Amigo”, sobre os significados ético e político da amizade.
ABSTRACT
This short article proposes a reading of the professional and private life of the psychoanalyst Regina Schnaiderman, as presented by the magazine Ensejo (Occasion), from a point of view based on Agamben’s essay, “O amigo” (The friend), about the ethical and political meanings of friendship.
 
A Escravidão, o Holocausto, a Naqba – eis três eventos históricos incomparáveis, cujas narrativas, contudo, disputam nossa imaginação, e cujas sequelas marcam indelevelmente nosso presente. A partir da perspectiva proposta pelo historiador camaronês Achille Mbembe a respeito do que ele chamou de necropolítica, trata-se de deslocar o ponto de gravidade do Impensável no contexto brasileiro.
ABSTRACT
Blacks, Jews, Palestinians: from the monopoly of suffering. Slavery, the Holocaust, the Naqba – these are three incomparable historical events, whose narratives, however, dispute our imagination, and whose sequels mark indelibly our present. From the perspective proposed by the Cameroonian historian Achille Mbembe about what he called the necropolitics, it is a question of displacing the gravity point of the Unthinkable in the Brazilian context.
 
O texto desenvolve a noção de língua como “desloucamento” a partir de seis casos. Primeiro o caso Kafka: aí se mostra que a literatura é uma espécie de porteira da cripta e abre-nos o caminho para ela. O segundo caso, de Bispo do Rosário, mostra a força do anarquivamento do arquivo Iluminista/Humanista levada a cabo por artistas no sentido de recolecionar as ruínas dos arquivos e reconstruí-las de forma crítica. O caso seguinte é o de Paul Celan, para quem ninguém testemunha para quem testemunhou. Jean Améry apresenta a perda na confiança no mundo e o ser arremessado na estrageiridade provocados pela tortura que sofreu. Vilém Flusser defende que a Shoah, que o lançou na apatricidade e na ausência de solo, ensinou-o também a viver entre as línguas e sem a casa falsa da pátria. Por fim, com Almires Martins, indígena guarani, vemos como a memória da destruição está na base do empoderamento e (re)construção da linguagem.
ABSTRACT
The text develops the notion of language as “desloucamento” (dislocation and getting crazy) from six cases. First the Kafka case: it shows that literature is a kind of gateway to the crypt and opens the way for it. The second case, by Bispo do Rosario, shows the strength of the “anarchiving” of the Enlightenment / Humanist archive carried out by artists in order to collect the ruins of the archives and rebuild them critically. The next case is that of Paul Celan, for whom no one witnesses to the witness. Jean Améry presents the loss in the trust in the world and the being thrown in the “strangeness” caused by the torture that he suffered. Vilém Flusser argues that the Shoah, that launched him on the statelessness and in the absence of soil, also taught him to live between languages and without the false house of the motherland. Finally, with Almires Martins, a Guarani indigenous, we see how the memory of destruction is at the basis of empowerment and (re)construction of language.
 
Esse texto foi produzido para o evento Deslocamentos, realizado no Instituto Sedes Sapientiae entre 4 e 5 de maio de 2018, e apresentado na mesa A língua errante e/ou apátrida.
Esse texto aborda a língua errante e/ou o apátrida através dos deslocamentos impostos ou escolhidos. A questão é trabalhada por meio da relação que alguns escritores mantiveram com sua língua materna. De um lado temos aqueles que, incapazes de escrever como gostariam na língua materna, optaram por escrever numa língua estrangeira e, do outro, Marái e Kertész, autores que não puderam abrir mão de sua língua materna, testemunhando o exilio através da escrita.
ABSTRACT
This text adresses errant and/or stateless language through imposed or chosen exile. The issue is explored through the relationship some authors have maintained with their mother tongues. On one hand we have writers incapable or expressing themselves as they wish in their native language, choosing instead to write in a foreign language, and on the other we have Marái and Kertész, who were unable to let go of their mother tongue, recording their exiles through this writing.
 
Esse artigo examina um curto período de trabalho de Sigmund Freud no qual se evidencia uma teoria abrangente sobre a memória. Pretendo colocar algumas elaborações freudianas desse período em diálogo com autores contemporâneos, pensadores do campo das teorias da memória e, desse modo, contribuir para precisar a contribuição freudiana aos estudos contemporâneos sobre a memória social, política e cultural.
ABSTRACT
This article examines a period of work by Sigmund Freud in which a comprehensive theory about a memory is evinced. I intend to open the dialogue between some Freudian elaborations of the period with contemporary authors, thinkers of the field of memory theories and thus contribute to the search for a Freudian contribution to contemporary studies on a social, political and cultural memory.
 
Este artigo apresenta as primeiras observações de uma pesquisa extensa sediada na Universidade de Gdansk (Polônia) envolvendo quatro países diferentes (Polônia, Brasil, Itália e Finlândia) e que se detém sobre a coleção de sonhos de ex-prisioneiros de Auschwitz já no pós-guerra. Apresenta uma breve interpretação e diálogo com um dos conteúdos que se repetem em muitos sonhos de ex-prisioneiros: os cães dos campos de concentração.
ABSTRACT
This article presents the first observations of an extensive research based in the University of Gdansk (Poland) involving four different countries (Poland, Brazil, Italy and Finland) and that focuses on the collection of dreams of ex-prisoners of Auschwitz already in the post-war. It presents a brief interpretation and dialogue with one of the contents that are repeated in many dreams of ex-prisoners: the dogs of the concentration camps.
 
Neste artigo apresentaremos os desafios do trabalho psicanalítico com migrantes realizado pelo Projeto Ponte na Clínica do Instituto Sedes Sapientiae. Aposta-se na potência do grupo e no interjogo entre línguas maternas e as tentativas de falar a partir da língua do país de destino. O analista assume também um lugar de estrangeiro ao escolher o idioma português como estratégia clínica para favorecer o trabalho de elaboração das heranças psíquicas da colonização.
ABSTRACT
In this article we present the challenges of the psychoanalytic work with migrants carried out by the Ponte Project at the Sedes Sapientiae Institute. It is based on the power of the group and the interaction between the mother tongue and the attempts to speak the language of the destination country. The analyst also assumes a place of foreigner when choosing the Portuguese language as a clinical strategy to favor the work of elaborating the psychic inheritance of colonization.
 
Texto apresentado no Colóquio “Psicanálise, gênero e feminismos”, ocorrido no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo em 25, 26 e 27 de outubro de 2017.
Em uma perspectiva genealógica, o conceito freudiano do Édipo pode constituir os preconceitos de gênero tanto quanto escapar a eles, originando práticas clínicas distintas, cujos resultados são: de um lado, o reforço à heterossexualidade compulsória, ao familismo e ao patriarcalismo; de outro, o reconhecimento da disjunção entre sexo, gênero e modalidades de prazer, acolhendo as diversidades no campo da sexuação.
ABSTRACT
From a genealogical perspective, the Oedipus’ freudian concept can constitute the prejudices of gender as much as to escape from them, generating distinct clinical practices, wich results are on one hand, the reinforcement to compulsory heterosexuality, to familism and to patriarchalism; on the other, the recognition of the disjunction between sex, gender and pleasure modes, welcoming the diversities in the realm of sexuation.
 
 


ENTREVISTA  
Realização Ana Claudia Patitucci, Bela M. Sister, ­Célia Klouri, Cristina Parada Franch, Danielle Melanie Breyton, Deborah Joan Cardoso e Silvio Hotimsky
 
DEBATE  
Realização Camila Junqueira, Cristiane Curi Abud, Gisela Haddad, Thiago Majolo e Vera Zimmermann
 
DEBATE CLÍNICO  
LEITURAS  
Resenha de Sylvia Loeb, Homens, São Paulo, Ed. do Autor, 2017, 94 p.
 
Resenha de Sergio Zlotnic, Psicanálise freudiana. A metapsicologia da atenção flutuante, São Paulo, Giostri, 278 p.
 
Resenha de Sigmund Freud, Manuscrito Inédito de 1931, edição bilíngue, São Paulo, Blucher, 2017, 120 p.
 
Resenha de Eliana Rache e Bernardo Tanis (organizadores), Roussillon na América Latina, São Paulo, Blucher, 2017, 228 p.
 
Resenha de Eugênio Canesin Dal Molin, O terceiro tempo do trauma, São Paulo, Perspectiva/FAPESP, 2016, 272 p.
 
Resenha de Alessandra Martins Parente, Sublimação e Unheimliche, São Paulo, Pearson, 2017, 747 p.
 
 
 

     
Percurso é uma revista semestral de psicanálise, editada em São Paulo pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae desde 1988.
 
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