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Resumo
Para André Green, no início há a pulsão e o afeto, e o corpo antes da mente. Alguns entre nós, artistas em potencial, são movidos pela necessidade imperativa de criar para fazer surgir uma presença que, embora imaginária e virtual, irá compensar a dor da ausência. Este modelo é evidentemente valioso e de interesse para o tratamento.


Palavras-chave
afeto; criação; psicanálise aplicada; pulsão.


Autor(es)
Maurice Corcos

é psiquiatra, professor de psiquiatria da criança e do adolescente na Universidade René Descartes Paris-V, e chefe do serviço de psiquiatria do adolescente e do jovem adulto no Institut Mutualiste Montsouris, em Paris. Entre suas publicações, destacam-se: Le Corps insoumis, Approche psychosomatique, traitement et prévention des troubles des conduites alimentaires (Dunod); Babel, psychanalyse et littérature (com um prefácio de André Green). (EDK); La terreur d'exister. Fonctionnement limite à l'adolescence (Dunod); L'homme selon le DSM (Albin Michel). Grande leitor de André Greenc, participou, com Alejandro Rojas Urrego, da obra de André Green Associations (presque libres) d'un psychanalyste (Albin Michel).



Alejandro  Rojas-Urrego

é psiquiatra e psicanalista,membro da IPA e da Sociedad Colombiana de Psicoanálisis (SCP). É chefe do serviço de psiquiatria e psicoterapia de crianças e adolescentes na Fundação de Nant, em Vevey, Suíça. É autor, etre outros, de Le phénoméne de la rencontre et la psychopathologie (PUF); Psiquiatría clínica, diagnóstico y tratamiento em niños, adolescentes y adultos (Panamericana, Madrid). No Brasil, publicou o artigo "Shibboleth de Doris Salcedo. Reflexões sobre a representação do negativo", Revista Brasileira de Psicanálise 1, 45, 2011, p. 89-94.




Notas
[1]   . "Ni mien, ni tien: lien." A. Green, "L'angoisse et le narcissisme" (1979), p. 155 [p. 173 da ed. bras.]

[2]   . Ricardo III.

[3]   . A. Green, "Le double et l'absent", Critique 312 (1973), p. 319 ; republicado in A. Green, La déliaison, psychanalyse, anthropologie et littérature [Ed. bras.: O desligamento, psicanálise, antropologia e literatura].

[4]   .A. Green, Hamlet et Hamlet. Une interprétation psychanalytique de la représentation, p. 103.

[5]   A. Green, La Déliaison..., p. 20.

[6]   C. Parat, L'Inconscient et le sacré, Introdução.

[7]   . A. Green, Associations (presque libres) d'un psychanalyste. Entretiens avec Maurice Corcos. Avec la participation de Alejandro Rojas Urrego, p. 15.

[8]   . A. Green, Associations (presque libres) d'un psychanalyste... p. 20.

[9]   . A. Green, Associations (presque libres) d'un psychanalyste... p. 104.

[10]  . A. Green, Associations (presque libres) d'un psychanalyste... p. 97.

[11]  . A. Green, Hamlet et Hamlet..., p. 93.



Referências bibliográficas

Green A. (1979/1983). L'angoisse et le narcissisme. In: Green A. Narcissisme de vie. Narcissisme de mort. Paris: Minuit. [Ed. bras.: (1988) Narcisismo de vida, narcisismo de morte, trad. Claudia Berliner. São Paulo: Escuta]

Green A. (1982/2003). Hamlet et Hamlet. Une interprétation psychanalytique de la représentation. Paris: Bayard (1a ed. Balland).

Green A. (1973) Le double et l'absent. In: Critique 312; republicado in Green A. (1992/1998) La Déliaison, Psychanalyse, anthropologie et littérature. Paris: Hachette Littérature (1a ed. Les Belles Lettres) [Ed. bras.: (1994) O desligamento, psicanálise, antropologia e literatura. Rio de Janeiro: Imago.].

Green A. (2006) Associations (presque libres) d'un psychanalyste. Entretiens avec Maurice Corcos. Avec la participation de Alejandro Rojas Urrego. Paris: Albin Michel.

Parat C. (2002) L'Inconscient et le sacré. Paris: PUF.

Shakespeare W. Ricardo III.





Abstract
For André Green, in the beginning, there are drives and affects and body comes before mind. Some among us, potential artists, are moved by the imperative need to create in order to bring forth a presence, which, while imaginary and virtual, will nevertheless counteract the pain of absence. This model is evidently valuable and useful for clinical practice.


Keywords
affect; creation; applied psychoanalysis; drive.

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 TEXTO

André Green, ou a arte do contador

André Green, or the art of the teller
Maurice Corcos
Alejandro  Rojas-Urrego

O Poliakoff, na parede do consultório, tinha essa cor arroxeada e vermelha, essa cor de meio-luto da paixão quando soçobra no medo ou renasce do pavor. Ele o tinha colocado ao lado de um magnífico Zao Wou-Ki, pois o geometrismo fauvista do pintor francês de origem russa opunha certa resistência ao esforço de sublimidade do pintor chinês naturalizado francês. Houve um tempo em que o Poliakoff esteve diante do divã, mas ele logo entendeu que era preciso desistir da ideia, porque no fundo do quadro um matiz de cinza, como nas últimas telas de Rothko, parecia germinar cada dia mais rápido. Por chamar excessivamente a atenção, acabara por obstruir qualquer possibilidade de movimento psíquico em seus pacientes. Essa cor psicológica parecia querer barrar até a menor veleidade de transcendência.

 

Bastava fazer a André Green uma pergunta sobre um dos quadros que o rodeavam em seu consultório para que seu olhar se tornasse mais profundo e sua voz mais suave, como se ele aceitasse, dessa maneira, que alguém sondasse seu coração de exilado. André Green ou a possibilidade de favorecer, no encontro com o Outro, a circulação psíquica, a arte de fazer vínculos sobre vínculos: "nem meu, nem teu: vínculo", escreveu ele[1].

 

Ele - que pretendia ser um "francês honorário", que se fizera francês por escolha e se tornara um grande pensador francês - dizia ter tido, ao chegar a Paris, uma "fantasia de repatriamento" escoltada por uma sensação de desenraizamento. Ele - que insistira para que não o considerassem por suas tradições familiares, culturais ou religiosas, ou seja, não pelo passado, mas sim pelas escolhas: de partir, de se desprender, de se reconstruir num futuro eleito por ele -, que nunca havia deixado de buscar suas raízes, terminou virando um filho de Shakespeare: "Por que crescem os ramos quando a raiz está seca[2]?"

 

Pintores, músicos, poetas:
companheiros de estrada e de loucura

André Green não é o psiquiatra da pulsão, mas sim do afeto... Os ramos e as folhas lhe interessavam mais que as raízes e o tronco. Contudo, ele habitava um corpo sem o qual suas construções psíquicas não tinham sentido. Um corpo que - sendo o psíquico, na esteira de Freud sobre a pulsão, sempre uma "delegação do corporal" - só podia se construir sobre uma pulsionalidade por definição sempre em excesso. Sem meia medida: André Green era igualmente um homem de paixão. Suas teorias são grandiosas (como talvez seus sonhos), porque o combate contra a parte sombria da sua loucura privada só pode ser ganho à custa de trabalho e de elaboração teórica.

 

Como sua vida, seu pensamento e sua escrita nunca deixavam de se encarnar na experiência. Para ele, o trabalho do pensamento e da escrita pressupunham até "uma chaga e uma perda, uma ferida e um luto dos quais a obra [seria] a transformação"[3].

 

Como tornar visível o inaudito e audível o invisível? Como deixar de ser surdo à queixa surda do corpo? Como figurar o informe e fazer falar as vozes do silêncio? Uma psicanálise que desse espaço à liberdade, à criatividade e à invenção seria capaz de responder a tais questões - concluímos nós.

 

Esse analista, homem do pulsional e da paixão, ancorado no seu corpo, que falava todas as idades como outros falam todas as línguas, capaz de silêncios calorosos antes de retomar a guerra contra a perversão dos conceitos, desarraigado que conhecia a psicanálise como alguns conhecem seu bairro, sua pátria e seu país natal, ele jamais poderia ter realizado isso que, na falta de outras palavras, chamamos de sua "obra" sem o concurso desses companheiros de estrada que foram, para ele, aqueles cuja loucura privada conseguia convocar a sua própria: pintores, escritores, músicos, poetas, gente do teatro. Green certamente sentia que partilhava com eles esse polo de loucura e esse polo de sabedoria que tão bem sabia reconhecer em si mesmo.

 

A loucura é esse mar furioso que ruge com uma voz vinda das entranhas e nos atrai com tanta força que pode nos precipitar em seu seio para nos engolir[4].

 

À beira do abismo...

Muitos são os psicanalistas que escrevem - e muitos mais aqueles que se limitam a dizê-lo, sem o assentar na página em branco - que mantêm um diálogo com "seu" André Green interior. Uma presença interior que nos faz companhia quando mergulhamos em nosso trabalho cotidiano, para em seguida nos aventurarmos numa reflexão pessoal. Uma testemunha interna que nos ajuda a pensar, que nos obriga a pensar, que nos acompanha quando pensamos. Por muito tempo, o próprio André Green dialogou internamente com autores secretos, mais frequentemente escritores que psicanalistas... Ele, que tantas vezes sublinhou a importância da amizade na adolescência (pois, nessa fase da vida, descobriu que esta era sua verdadeira família), pressentiu nos escritores um parentesco redescoberto. Lá estavam os trágicos gregos, os clássicos, Shakespeare acima de tudo e de todos, Proust, James, Conrad, mas também alguns encontros identificatórios, em particular Jorge Luis Borges, esse pai reencontrado num labirinto povoado de tigres, que conseguiu pôr frente a frente, nele, o homem de palavra que tentava ser e a fera que nunca deixou de ser.

 

Vidas e obras: o analista
é o analisado do texto

Na origem de algumas de suas concepções teóricas mais famosas podem, é claro, ser encontrados acontecimentos ou circunstâncias particulares da sua vida, mas o mesmo se aplica à literatura. Encontros marcantes com autores e obras estiveram na origem de alguns de seus conceitos teóricos essenciais. Sua obra psicanalítica é muitas vezes prova de seu amor pela literatura e da dívida que contraiu com ela. Ele era um desses psicanalistas que ousava falar de "psicanálise aplicada", chegando a ver nela uma das fontes essenciais da psicanálise propriamente dita. Portanto, para ele, não se tratava apenas de poetizar essa ciência singular que é a psicanálise, mas de torná-la possível. Uma maneira também de dar prosseguimento à sua (interminável) autoanálise, uma vez que, no caso da "psicanálise aplicada", o analista se torna "o analisado do texto"[5].

 

Explorador dessas regiões ingratas, André Green não temia nelas se perder como psicanalista. Certamente, concordava com esta concepção da posição epistemológica da psicanálise que sua terceira e "verdadeira" analista, Catherine Parat, tão bem descreve:

 

É delicado ligar-se a um tema não psicanalítico conservando ao mesmo tempo uma posição de psicanalista [...]. Manter uma posição de psicanalista é conservar como referência a metapsicologia que experimentamos em nossa análise e que experimentamos todos os dias com nossos pacientes. Ela exprime, explica e ilustra a organização psíquica corrente de nossa cultura ocidental [...]. A outra vertente [...] é do domínio da arte. Trata-se, portanto, de um misto que mantém a análise fora do domínio da ciência (rumo ao qual Freud teria gostado de vê-la evoluir...), conservando-lhe ao mesmo tempo um certo ar científico[6].

 

O próprio Freud reconhecia, na Selbstdarstellung [Autobiografia], ter consertado certas dimensões oscilantes da metapsicologia e ter se distanciado dela.

 

André Green recomendava cruzar a biografia e a obra do autor de seus livros de cabeceira. Pretendia, assim, apreender o processo teórico de um autor como o processo psicanalítico, ou seja, como sendo em grande parte independente das intenções conscientes de seu autor. E foi o que fez em suas inúmeras abordagens psicanalíticas das obras culturais. Com efeito, Green não via no estabelecimento de relações entre obra e vida nenhum procedimento reducionista, desde que não houvesse aplicação direta dos dados biográficos à produção da obra.

 

Os "fatos" não podem deixar de ter importância, mas há todo o trabalho de elaboração que faz com que, efetivamente, nunca tratemos da biografia, e sim mais do romance, do relato interior, da ficção biográfica tal como é vivida pelo sujeito[7].

 

O próprio pensamento de André Green não seria de todo compreensível, se as alegrias e desventuras de sua vida não viessem esclarecê-lo.

 

Criatividade e
interpretação psicanalítica

André Green não era nada criacionista. Não hesitava, com razão, em dessacralizar tanto a obra de arte quanto o gênio artístico. Escreveu:

 

Deve-se questionar muito fortemente o narcisismo dos homens de arte que não suportam que alguém toque em seu objeto sagrado, que não suportam que alguém encontre determinações para a criatividade[8].

 

Estes certamente não deixariam de lhe retorquir que há uma tendência nosográfica demasiado frequente e demasiado desagradável em querer pensar, analisar e, depois, classificar a obra até o ponto de compartimentá-la em modalidade psicológica de escrita. Pode-se até notar, às vezes, em alguns analistas, certa inveja ou um desejo frustrado que transparece na gana com que destrincham a intimidade de uma obra, depois de ter autopsiado seu autor. Estão apenas se justificando, ao dizer: "A capacidade criativa do autor (que nós não temos, embora não queiramos reconhecê-lo) é essa que estou lhes mostrando... Ele não inventou nem criou nada, já que posso dizê-lo de outro modo... Uma questão de forma, só isso..." Não uma questão bem mais profunda de estilo, tanto assim que a teoria não atinge, até as mesmas profundezas que a arte, a doença humana de cada um.

 

Em Green, a dessacralização não é, evidentemente, uma tentativa de destruição numa ilusão de tradução primordial. É, antes, evidenciação da arquitetura da obra e de seus procedimentos ficcionais, revelação de sua parcela de verdade. Um acréscimo de prazer - que o leitor percebe bem - para um psicanalista que se abstém de desmistificar a criação literária por meio dessa outra mistificação que por vezes a psicanálise se torna.

 

E a psicanálise em tudo isso? A interpretação psicanalítica não é exaustiva, é específica - como André Green nos lembrava durante nossas conversas. Ela não pretende dar conta da totalidade dos aspectos de uma obra, mas revela alguns daqueles que tomam parte em sua criação; possibilita, às vezes, elucidar algumas articulações, mostrar como um texto funciona.

 

[A interpretação psicanalítica] está presente em todo lugar onde houver o psíquico, tanto em antropologia, quanto em história da arte. Legitimar sua presença não significa que ela profere discursos igualmente coerentes quando se manifesta. Dizer que ela não pode intervir é uma coisa, mostrar como ela intervém é outra[9].

 

Ela fornece meios para nos aproximarmos do núcleo ...a reserva do incriável... porém não demais, senão - como lhe disse um dia um de seus pacientes - "a música para"...

 

Olhos da carne, olhos da alma

Green, ainda jovem, trabalhou no teatro antigo da Sorbonne, sob a direção de seu amigo Jean Gillibert. Lá, foi visto representando em Anfitrião e em Agamêmnon. Disse certo dia a seu amigo John E. Jackson: "Agamêmnon é a maior obra teatral jamais escrita!" Muito cedo, representou Cassandra, profetiza de catástrofes, a cujos presságios ninguém dá ouvidos. Mas André Green sonhava com o único papel à sua desmedida: não o de Orestes queixando-se de sua mãe assassina, mas o de Clitemnestra. E acabamos por pensar que, se não tivesse se tornado psicanalista (preditor do passado), teria querido ser essa fantástica mãe passional (adivinha de destinos):

 

É uma personagem absolutamente esmagadora, nova no teatro. Claro que encontramos nela as figurações de todas as projeções sobre a mulher perigosa. Encontramos, ao mesmo tempo, desculpas para ela: o marido matou sua filha e chega em casa com a concubina, o prêmio do vencedor - coisa corrente na época. Em seguida, ela vai ao seu encontro, enfeitada. E depois de tê-lo matado diante do coro, ela diz, como uma espécie de provocação monumental: "Este é Agamêmnon, meu esposo, e minha mão fez dele um cadáver". Aqui já se encontra essa espécie de pulsionalidade que nada mais detém. Uma mulher ferida, ferida em sua maternidade [...][10].

 

Com Shakespeare também foi uma questão de teatro, de paixão e de amor. E entre suas personagens, havia tantas que o cativavam:

 

Macbeth, Lear, Cleópatra, Hamlet... Este último talvez mais que tudo e todos. Este mesmo que, com o despertar da lembrança da grandeza de seu pai desaparecido, diz a Horácio tê-lo visto "In my mind's eye". Com "o olho da minha mente", segundo certas traduções, ou com "os olhos da alma", segundo a formulação escolhida por Yves Bonnefoy. "Como vemos uma peça de teatro?, pergunta Green. Com os olhos da carne ou com os olhos da mente[11]?" Pergunta difícil que, no entanto, bem poderia aplicar-se a uma sessão de psicanálise. Vemos, então, os quadros afetivos, que decidem retornar para nos revisitar projetando-se nas paredes do consultório do analista, com os olhos da carne ou com os olhos da alma?

 

Fica-se tentado a dizer que a "psicanálise aplicada" serve para isto: pela frequentação das obras de arte e da literatura que pressupõe, ela permite, justamente, que o analista não tenha de escolher entre essas duas possibilidades. Que consiga, portanto, olhar ao mesmo tempo com os olhos da carne e com os da alma. Eis aí mais uma marca de nossos encontros e de nossas dívidas para com André Green: a evidência da coexistência da psicanálise, da arte e da literatura. E seu amor por esses três domínios era, como sempre são as verdadeiras paixões, imoderado, extremo, sem medida.

 

"A obra de arte resulta de uma transferência de existência"... Ela é "objeto transnarcísico arrancado ao corpo da mãe para ser elevado ao ser do tempo"... Um devir que exige "a aceitação de uma paternidade". Sim, com certeza. Ela é também - com a ajuda da espiral da origem e do fim -, o reencontro tão aguardado, por fim, com uma relação de parentesco. E fomos muitos os que sentimos, nas concepções teóricas de Green, o trabalho de uma inteligência penetrante, aliada a um imaginário extraordinário, que lhe dava esse estilo fantástico de contador (talento que ele nos disse ter herdado de seu pai, esse tradutor do tempo e do espaço, coordenadas primeiras desenhadas pela mãe para o filho...). Desejamos a este que tanto nos ensinou, em transferências de experiências clínicas, que, como ele mesmo quis para Jorge Luis Borges, possa dormir o doce sono dos inocentes.


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