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Resumo
Resenha de Luís Cláudio Figueiredo, As diversas faces do cuidar, São Paulo, Escuta, 2009, 231 p.


Autor(es)
Eliana Borges Pereira Leite
é psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, doutoranda no Núcleo de Psicanálise do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP e professora do CEP de S. José dos Campos.

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 LEITURA

No rumo de uma teoria do cuidar

[As diversas faces do cuidar


Towards a theory of caring
Eliana Borges Pereira Leite

Entre os conselhos que, em 1912, Freud destinou aos que então se iniciavam na prática psicanalítica, há a advertência de que o atendimento não deveria ser norteado pela ambição de curar. Lembrando os dizeres de um colega médico – “eu cuido, Deus os cura” –, Freud recomenda a confiança no método para que a cura possa acontecer por acréscimo. Assim, desde seus primeiros tempos, a psicanálise se inclui entre as práticas do cuidar.

Visando, na época, à necessidade de estabelecer os princípios de uma clínica que dava seus passos iniciais, a recomendação, transposta ao panorama da psicanálise contemporânea, oferece novas possibilidades de leitura. Um Freud pós-freudiano poderia reler sua obra à luz das contribuições dos que o seguiram, segundo o movimento de abertura e ressignificação próprio da temporalidade concebida pela psicanálise e que não poderia deixar de incidir sobre a sua própria produção. É por essa perspectiva que, em seu livro mais recente, Luís Cláudio Figueiredo nos convida a acompanhá-lo em reflexões cuja premissa maior é a potencialidade intrínseca à psicanálise de se reinventar na era pós-escolas.

Se o cuidar mencionado por Freud servia como referência para encorajar os jovens praticantes a confiar no método, na clínica atual os analistas se veem diante de desafios que os levam a rediscuti-lo. Frente às demandas apresentadas pelo amplo espectro dos pacientes não neuróticos e por novos contextos, muitas vezes interdisciplinares, nos quais a psicanálise é chamada a se inserir, torna-se necessário reconsiderar aspectos da ética e da técnica psicanalítica. Para Figueiredo, em função de limites internos e externos que questionam a clínica padrão, a rediscussão que se desenvolve na psicanálise contemporânea obriga os analistas “a se libertarem de amarras escolásticas e dogmáticas, de forma a recuperarem a dimensão de liberdade e pesquisa que Freud sempre atribuiu à sua criação” (p. 20). Superar antigas oposições, efetuando um atravessamento dos paradigmas – a exemplo de muitos analistas de valor que, à margem das escolas dominantes, desenvolveram obras originais, independentes e respeitadas – é uma condição essencial para fazer avançar o pensamento “no rumo de uma teoria geral do cuidar de base psicanalítica” (p. 21).

E neste rumo foram concebidos os trabalhos reunidos por Figueiredo em seu livro. Lembrando Foucault, para quem Freud fundou um campo de diferenciações, um campo discursivo no qual se fertilizam e movimentam as práticas psicanalíticas mais variadas, o autor assinala as vantagens de respeitar a diversidade deste campo e de “atravessá-lo, fazendo ligações, costurando e recortando conforme as exigências do trabalho analítico em sua extraordinária singularidade” (p. 23).

O primeiro atravessamento a que nos convida se dá a partir do pensamento de Melanie Klein. O conceito de phantasia inconsciente é o eixo de uma reflexão rigorosa da qual emerge revalorizado. No entender do autor, esta noção “encarna o que de mais próprio existe em uma epistemologia psicanalítica, o seu caráter híbrido e paradoxal” (p. 30). A phantasia inconsciente faz avançar a problemática da noção freudiana de pulsão, pois ultrapassa dicotomias, reunindo “o mais somático e sensorial a uma possibilidade embrionária de sentido” (p. 34). Figueiredo descreve as múltiplas possibilidades desta noção, sua potência de mediação e de elucidação de muitas problemáticas, além de indicar suas derivações teóricas e implicações clínicas no pensamento de outros autores, como Ferenczi, Bion, Winnicott e, mais recentemente, Botella. Redimensionada, a noção de phantasia inconsciente amplia o alcance da escuta, das interpretações e do dispositivo clínico. Um exame igualmente rigoroso é efetuado em relação às concepções de Édipo precoce e de situação edípica, nas quais se sustenta a constituição de um lugar de terceiro a ser bem ocupado pelo analista. A eficiente leitura de Figueiredo faz ver como o pensamento clínico de Melanie Klein possibilita uma síntese criativa entre as duas tópicas e também entre as três vertentes da clínica freudiana, orientadas respectivamente pela representação, pelas pulsões e pelos mecanismos de defesa. Por todos esses motivos, sua convicção é de que um resgate do pensamento dessa autora poderia ser de grande auxílio na superação da era das escolas.

Em favor da necessidade de ultrapassar as separações e oposições entre as teorias, Figueiredo argumenta assinalando a forte presença de uma lógica paradoxal, nem sempre assumida, na psicanálise. A seu ver, é preciso empregar a partícula e em lugar do ou para ligar noções em oposição teórica como pulsão e relações de objeto, desamparo e desejo, fantasia e trauma, intrapsíquico e intersubjetivo, entre outras. Apoiado no pensamento de Winnicott, o primeiro a insistir nessa direção, o autor apresenta, no terceiro capítulo do seu livro, três teses que evidenciam a efetividade do paradoxo em três instâncias do pensamento e da prática psicanalítica, de tal forma que o paradoxal em cada plano tem ressonância sobre os outros dois. Na primeira tese é abordado o paradoxo constitutivo do objeto da psicanálise. Trata-se de reconhecer “uma matriz paradoxal na condição humana e no originário da experiência” (p. 55), ou seja, a coexistência, desde as origens, de uma independência e de uma dependência absolutas do humano em relação ao meio. A segunda tese sustenta a necessidade do paradoxo, como lógica e como estilo, desde Freud, nas teorias da psicanálise. Como ocorre com o método, pela natureza paradoxal do seu objeto, as teorias e práticas psicanalíticas precisam reunir características dos processos primários e dos processos secundários. A teoria, como a clínica, é uma elaboração imaginativa que “jamais reflete a experiência como idêntica a si mesma, mas a transforma e a transporta” (p. 64). A terceira tese trata da natureza paradoxal do dispositivo clínico da psicanálise, pela natureza de ser e não ser das relações transferenciais. A constituição do enquadre, como terreno de desligamento e de ligação, propiciador de novas articulações de afetos e representações e do surgimento de novos sentidos, é promovida por uma também paradoxal modalidade de presença do analista, a um só tempo de implicação e reserva.

Por se entrelaçar com questões da clínica contemporânea e do atendimento de não neuróticos, a experiência de confiar, fundamental na formação do psiquismo e no tratamento analítico, é tomada por Figueiredo como eixo de uma reflexão que se alimenta das contribuições de Winnicott e Balint. Este último é o pioneiro em chamar a atenção para as dificuldades clínicas com pacientes precocemente desconfiados, que não contaram com a capacidade do objeto primário para acolher, conter e transformar sua pulsionalidade. Entre as contribuições desse autor, Figueiredo destaca a importância dada a experiências infantis constitutivas da capacidade de tolerar aumentos de excitação e risco, e de entrega ao prazer, necessárias para instalar a confiança primária essencial à saúde psíquica. Em Winnicott, por sua vez, a criação de uma confiança básica no ambiente – que promove a instalação do espaço potencial e possibilita o viver criativo – depende da confiabilidade do objeto, das experiências com seus acertos e falhas. Na clínica, uma atitude de espera cuidadosa, de tato, e uma presença não intrusiva do analista são essenciais para que a confiança possa se estabelecer e favorecer o que Balint nomeia como new begining e o que, para Winnicott, evolui como uma confiança crescente no enquadre e na técnica psicanalítica. Articulando o pensamento desses autores ao de André Green – que, como eles, aproxima teoricamente o par paradoxal pulsão e relações de objeto – Figueiredo propõe três “confianças”, correlatas, respectivamente, à expectativa de encontro do “objeto primário suficientemente bom” (p. 91), à efetivação desse encontro e à internalização do objeto. Confiança primordial, confiança primária e confiança madura “abrem um tempo e um espaço de encontro e produção de objetos” (p. 92) e, portanto, implicam vazio, aspiração, desejo e incerteza, ou, ainda, proximidade com certa desconfiança a ser reconhecida, enfrentada e ultrapassada. Passando para o plano da cultura, Figueiredo também assinala certa ressonância entre o surgimento da desconfiança como um fato sociológico merecedor de atenção e a intensificação das suas manifestações na clínica psicanalítica. Efeito da desproporção entre excitação e continência em uma sociedade permeada por discursos sobre os riscos, a desconfiança pode ser considerada um dos ingredientes básicos do mal-estar contemporâneo e, como tal, propõe questionamentos e solicita reflexão e pesquisa, não só no âmbito das patologias, mas também no das novas formas de ligação e de continência que pode promover.

Sempre norteado pela perspectiva do atravessamento de paradigmas, Figueiredo também reflete sobre aspectos do processo psicanalítico, particularmente do enquadre, à luz da variedade que se revela conforme novos contextos e personagens são incluídos no campo da psicanálise. As considerações de Fédida a respeito das análises complicadas são lembradas a propósito do atendimento cada vez mais frequente de casos nos quais espaços e tempos laterais ao enquadre analítico adquirem grande importância, tanto pela dificuldade desses pacientes de lidar com os limites quanto pela necessidade que colocam ao analista de reelaborar através dos sonhos, da reflexão e da escrita as perturbações que experimenta. Em um habilidoso movimento de ziguezague que ora aborda as variedades da clínica ora a instalação do enquadre, Figueiredo nos lembra de que o essencial, na instalação do enquadre, é “a oferta de escuta a uma demanda proveniente do infantil, escuta em reserva, escuta em espera, aberta ao que sofre e se repete” (p. 107). Em certos casos, capazes de impor ao analista experiências que podem provocar respostas contratransferenciais perturbadoras ou obstrutivas, haverá a necessidade de ajustar o enquadre, de modo a abrir espaço para a emergência da loucura e das defesas contra ela, sustentando a expectativa de que possam acontecer processos de elaboração, transformações psíquicas e reposicionamentos subjetivos do paciente. Essa sustentação tem como condição preliminar a existência, no analista, de uma disposição prévia, que Figueiredo propõe como uma contratransferência primordial, a ser mantida desobstruída e ativa com a ajuda do uso clínico, transicional, das teorias, mas que – é preciso reconhecer – costuma ser afetada por variáveis que nos implicam pessoalmente.

Para avançar na direção de uma teoria geral do cuidar, Figueiredo examina a atividade de fazer sentido – processo criativo “que parte do mais passional e primitivo na espécie humana no rumo da sua articulação e simbolização” (p. 116) – de modo a situá-la no campo da intersubjetividade e das relações de objeto. Esclarece, de início, que o fazer sentido implica “corte e costura” (p. 117), ou seja, em operações de desligamento, separação e recorte e, ao mesmo tempo, de articulação e reunião, a partir de algum conjunto afetivo e cognitivo. Assim, o traumático, o sem sentido, espreita o horizonte do fazer sentido, rondando com a possibilidade do sofrimento as suas operações. Como objetos transicionais, os elementos da cultura modulam esse sofrimento e dão suporte às operações de desligamento e ligação, evitando sua paralisação pela dor e definindo a intersubjetividade como o campo em que emerge o sentido, desde suas formas mais simples, comportamentais e adaptativas às simbolizações mais elaboradas. Quatro figuras da intersubjetividade concebidas pelo pensamento filosófico e pela psicanálise são retomadas pelo autor, com novas inflexões e possibilidades, e consideradas em sua participação no fazer sentido. Sem que qualquer delas seja histórica ou logicamente anterior às demais, a intersubjetividade transubjetiva, com suas funções integradoras de acolhimento e suporte, a intersubjetividade traumática, com seu impacto subjetivante pela via da diferença radical, e a intersubjetividade interpessoal, com sua função de reconhecimento e especularidade, são internalizadas com as funções do objeto primário, constituindo a intersubjetividade intrapsíquica. E, para que a atividade de corte e costura se mantenha criando sentido, é preciso que o campo intrapsíquico seja estruturado de modo a preservar um equilíbrio dinâmico dessas funções intersubjetivas internalizadas. No fazer sentido da análise, em particular em relação ao sonho, essas funções internalizadas são matrizes de diferentes possibilidades interpretativas voltadas para o acolhimento, a diferenciação ou o reconhecimento, e podem ser acionadas alternada ou sucessivamente. As intervenções do analista ocorrem “no contexto das diversas figuras da intersubjetividade em jogo e, em particular, no terreno da intersubjetividade intrapsíquica” (p. 129), de modo a ampliar a capacidade do psiquismo de processar suas experiências emocionais e de tolerar os movimentos de desligamento e suspensão do sentido, de religação inusual e de criação de novos sentidos.

Em “A metapsicologia do cuidado”, Figueiredo apresenta uma clara e vigorosa integração das ideias encaminhadas nos textos precedentes . De início, assinala a presença, em todas as culturas e épocas, de procedimentos de recepção destinados a acolher no mundo o recém-nascido e, na sociedade ocidental moderna, também a criança e o adolescente. Com a função de assegurar e promover a integridade e o ingresso na comunidade humana, são esses os procedimentos de cuidado, e para além do que se refere ao bem-estar do corpo ou da alma, há os que implicam as operações da separação e ligação, o fazer sentido. Constituir para o sujeito uma experiência de integração, de modo a dar forma e inteligibilidade às experiências da vida que provocam turbulência emocional, é a tarefa ética do fazer sentido, de tecer “um lugar humano para existir” (p. 195). Presença implicada e presença em reserva são modos de exercer a função de cuidar. Figueiredo articula como figuras de alteridade algumas modalidades de apresentação do cuidador como presença implicada. Sustentar e conter, reconhecer e interpelar são as funções exercidas pelas figuras da alteridade, correspondentes às intersubjetividades já descritas no capítulo anterior – transpessoal, interpessoal e traumática – e todas comportam cuidados específicos, propiciadores, respectivamente, da experiência de continuidade e de transformação, da experiência da resposta na medida e do reconhecimento pelo outro e da experiência da diferença e da incompletude. Por sua vez, a modalidade de presença em reserva requer do cuidador a renúncia à onipotência, a aceitação da sua própria dependência, e transmite o princípio ético da mutualidade dos cuidados, além de promover a internalização e transmissão da própria capacidade cuidadora. Figueiredo não deixa de lançar um olhar à cultura contemporânea, na qual é possível reconhecer indicadores de uma crise dos dispositivos de acolhimento e reconhecimento, gerando demandas de inclusão às quais respondem, entre outros, os fenômenos dos totalitarismos, dos fundamentalismos religiosos e do culto das celebridades. A urgente tarefa de recuperar a capacidade de cuidar, de prestar atenção uns nos outros, surge em tom de proposta no final do capítulo.

Nos dois capítulos seguintes, o pensamento que orienta o livro é exercitado por meio da análise de dois filmes, A vida sonhada dos anjos e Cidade de Deus, tomados como material clínico. Nos dois trabalhos, como afirma o próprio autor, estão presentes questões já desenvolvidas, como a do atravessamento dos paradigmas, do fazer sentido e dos cuidados, bem como a natureza paradoxal dos processos intra e intersubjetivos. A análise de A vida sonhada dos anjos examina as saídas da adolescência, tanto para a vida, por meio da jovem Isa – embora seu destino no final não corresponda à sua capacidade de sentir prazer, fazer ligações, encontrar, reparar e proteger objetos – quanto para a morte, no difícil caso de Marie e de sua vinculação obsessiva ao mau objeto. Figueiredo reflete sobre a importância do encontro com o bom objeto e sua introjeção e se refere, com sensibilidade, à disponibilidade imensa que é exigida no contato com estados em que tal encontro não ocorreu. No trabalho sobre Cidade de Deus – em que a trajetória de Dadinho, transformado em Zé Pequeno, é regida por uma lógica da exclusão que determina sua configuração e seu desenlace como tragédia – é possível, segundo o autor, uma articulação entre as questões psicanalíticas relativas aos processos psíquicos individuais e as questões sociais que ultrapassam o campo da clínica psicanalítica. São abordados, em especial, os destinos da crueldade, tanto como elemento de destruição quanto como elemento de criação e transformação subjetiva.

Um último capítulo deste livro de Luís Cláudio Figueiredo trata da necessidade de articular, tanto na clínica quanto na teoria, o intrapsíquico e o intersubjetivo. O autor procura formular uma metapsicologia que dê conta da presença do intersubjetivo no intrapsíquico, de modo a compreender o que acontece na clínica psicanalítica. “Trata-se de conceber um mundo interno a partir da transferência e na medida das intervenções psicanalíticas, seja em termos de interpretação, seja em termos de manejos relacionais” (p. 188). Entrelaçando elementos da metapsicologia desde Freud e Melanie Klein, e articulando a dimensão das relações de objeto à problemática pulsional, Figueiredo sugere que o mundo interno permeável à intersubjetividade situa-se no campo do Supereu, que é intrinsecamente intersubjetivo, em uma região habitada por objetos internos que, a rigor, são funções intersubjetivas não incorporadas às estruturas do Eu, identificações que se externalizam nas relações transferenciais na análise e na vida social. Reconsiderando as clássicas metas propostas por Freud para o tratamento psicanalítico – maior capacidade de amar e trabalhar –, Figueiredo as propõe em termos de uma ampliação da possibilidade de transformações dos objetos desse mundo interno, de modo que o psiquismo “se torne mais apto para aprender com a experiência emocional e beneficiar-se com os cuidados que lhe podem ser oferecidos pela vida social e cultural, ou seja, mais apto a tirar proveito da dimensão intersubjetiva da existência”.

Os antigos navegadores se aventuravam em busca de novas terras confiando nas estrelas e nas indicações contidas em seus portulanos. Atravessar paradigmas, tal como cruzar os mares, exige perícia mesmo que se tenha alguma ideia de onde se vai chegar. E também é preciso confiar no método, como recomendava Freud. Os trabalhos reunidos por Luís Claúdio Figueiredo neste livro, tão profundo em sua dimensão teórica quanto sensível em sua dimensão clínica, completam com sucesso a travessia e anunciam outras, futuras. Mas antes de desembarcar é preciso não deixar de mencionar uma forte impressão deixada pela viagem/ leitura: para além da proposição de avançar no rumo de uma teoria do cuidar de base psicanalítica que possa fazer frente às problemáticas da clínica contemporânea e que ultrapasse as distâncias e oposições entre as teorias, efetua-se, neste livro, um cuidar que tem por objeto o próprio analista e, por acréscimo, impulsiona a psicanálise.

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