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Autor(es)
Maria Vera Lucia Barbosa Barbosa
é psicanalista, psicóloga, mestra em educação especial pela ufscar. Membro do coletivo Christopher Bollas, coordenado pela psicanalista Amnéris Maroni.



Notas
[1] Membro do coletivo Christopher Bollas, coordenado pela psicanalista Amn.

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Entrevista com Sarah Nettleton, autora de A Metapsicologia de Christopher Bollas: Uma Introdução

nterview with Sarah Nettleton, author of The Metapsychology of Christopher Bollas: An Introduction
Maria Vera Lucia Barbosa Barbosa

Sobre entrevista com Sarah Nettleton

Camila Salles Gonçalves pelo Conselho Editorial de Resenhas

      A entrevista, realizada por Maria Vera Lucia Barbosa, complementa  sua resenha  de A Metapsicologia de Christpher Bollas: Uma introdução, São Paulo, Escuta,2018,151ps.

     É uma colaboração que propicia ao leitor mais uma perspectiva para a aproximação da obra apresentada na seção Leituras  de Percurso 61.  

 

Entrevista com Sarah Nettleton, autora de A Metapsicologia de Christopher Bollas: Uma Introdução.

Você poderia nos contar, primeiro, algo sobre o seu envolvimento com a obra de Christopher Bollas e sobre os objetivos que a motivaram a escrever esta introdução à sua metapsicologia?

     Depois de muitos anos lendo os livros de Bollas, tive a sorte de ser supervisionada por ele durante meu treinamento clínico; posteriormente, trabalhei mais próximo dele como editora de muitos de seus livros. Com essa oportunidade única de explorar seu pensamento em profundidade, fiquei cada vez mais chocada com a percepção do quão pouco sua obra era conhecida e compreendida no Reino Unido. Por isso, decidi criar uma série de seminários de pós-graduação que apresentariam o que eu considerava serem os elementos-chave de sua teoria. Esses seminários logo atraíram muitos participantes, e depois de apresentá-los várias vezes pelo Reino Unido, eu os apresentei em outros países, onde eu invariavelmente encontrava um entusiasmo similar pela obra de Bollas. Resolvi, então, expandir e adaptar o material dos seminários para um livro, a fim de tentar promover uma compreensão mais ampla da obra inovadora deste autor.

     Eu senti que este livro era necessário, em parte por causa de uma característica particular da escrita de Bollas. Enquanto Freud nos apresenta uma jornada sequencial de conceitos em evolução, em uma progressão linear, demonstrando e compartilhando com o leitor o minucioso trabalho envolvido no engendramento de suas teorias, o corpo da obra bollasiana tem uma estrutura bem diferente. Desde o início, Bollas nos apresenta uma visão holística da estrutura e do funcionamento mental. Ao longo de três décadas de escrita, essa visão é gradualmente introduzida em suas partes componentes, algumas exploradas e desenvolvidas com mais profundidade que outras, mas sua essência muda muito pouco com o passar dos anos. Não há virtualmente nenhuma contradição interna em toda a sua obra, mas as ideias continuam ramificando-se em novas direções.

     Infelizmente, esta estrutura ramificante cria certas dificuldades para o leitor. A produção de Bollas é muito extensa. É muito raro ele revisitar seus conceitos básicos e nunca os reúne em um só lugar, portanto, a menos que se encontre certos ensaios imprescindíveis, fica muito fácil perder de vista os ingredientes cruciais de sua teoria. Sem uma compreensão desses elementos essenciais, seu modelo mental pode ser percebido intuitivamente, mas é pouco provável que seja compreendido conceitualmente.

     Essa é a situação que meu livro pretendia abordar. Meu objetivo era ajudar os leitores a compreender a linguagem de Bollas -  verbal e conceitual - a fim de adquirir uma estrutura teórica para a leitura de sua obra. Percebi que precisava apresentar seus conceitos básicos de maneira progressiva e linear, evitando explicações que dependessem de elementos que ainda não haviam sido definidos. Conseguir isso foi, provavelmente, o aspecto mais desafiador da tarefa à que eu mesma havia me proposto.

 

No prefácio de seu livro, você observa que os leitores de Bollas muitas vezes parecem experienciar uma poderosa e transformadora ressonância com sua escrita. Como você entende isso?

     Eu percebi que muitas vezes as pessoas chegavam aos meus seminários com um entusiasmo fervoroso pela obra de Bollas, e muitas vezes um senso de profunda conexão pessoal com ele, mas com pouca ideia sobre o que ele de fato escreve. Com frequência elas descreviam um sentimento de revelação, até de alívio, por se depararem com elementos de seus mundos subjetivos, privados, colocados em palavras pela primeira vez. Parecia que aquelas pessoas se sentiam atraídas, antes de mais nada, pela experiência de ler Bollas.

     Eu acho que essa resposta reflete certos aspectos intrínsecos das teorias bollasianas, em particular uma dicotomia básica entre forma e conteúdo - um tema recorrente na obra de Bollas.

     Freud mostrou o contraste entre o processo de pensamento primário e secundário - o processo primário relaciona-se à atividade mental inconsciente primitiva e o processo secundário ao pensamento baseado na linguagem e ao delineamento lógico das ideias. Bollas adapta e expande essa dicotomia em uma polaridade fundamental entre dois princípios amplos que repercutem na experiência humana. Um lado dessa dualidade diz respeito ao que é intuitivo, receptivo, fundido, acolhedor e subjetivo; o outro, àquilo que é verbal, ativo, estruturado, fundamentado e objetivo. Bollas refere-se a essas duas formas de experiência como as "ordens maternas e paternas".

     O equilíbrio flutuante e a tensão entre esses dois princípios estão sempre presentes em seus escritos, tanto em suas descrições das oscilações sutis, momento a momento, em nosso devaneio particular, quanto, no outro extremo do espectro, em sua ampla exploração das tradições culturais e filosóficas. Em seu livro China on the Mind, por exemplo, ele contrasta os pressupostos fundamentais da mente oriental e ocidental, discutindo como as várias escolas da psicanálise podem estar situadas em algum lugar do espectro materno/paterno.

     Na experiência da ordem materna, que se relaciona com nossa percepção inconsciente da forma, a essência de uma comunicação pode ser intuída em um nível profundo sem a compreensão conceitual consciente. Isso ajuda a explicar o aparente paradoxo por meio do qual os leitores de Bollas podem se sentir profundamente conectados à obra, mesmo que ainda tenham pouco entendimento cognitivo dela.

     Normalmente aqueles que são atraídos por seu interesse em devaneio, sutileza, transformação interna e criatividade inerente tendem a se sentir confortáveis dentro da ordem materna. Eles podem se sentir menos à vontade com o rigor e a coerência intelectual das ideias de Bollas, que exigem a participação do intelecto, bem como da intuição. Em meu livro, tento fornecer uma explicação da ordem paterna de conceitos individuais, juntamente com um senso da relação intuitiva do autor com a experiência da ordem materna.

 

Bollas é reconhecido como membro do Grupo Independente. Ele está teoricamente próximo de Winnicott (e, em certas ocasiões, de Bion), mas se descreve como um "neofreudiano". Você poderia comentar sobre isso?

     Do ponto de vista teórico, Bollas é um pluralista apaixonado e valoriza as contribuições de toda a tradição psicanalítica. Ele ressalta que uma teoria A pode apresentar algumas formas de conceitualizar e compreender fenômenos clínicos que uma teoria B não apresenta. No entanto, em seu livro O Momento Freudiano, ele destaca um ponto essencial: se nos faltar uma teoria particular, não ficaremos apenas limitados conceitualmente - certas coisas acontecerão no consultório e nós simplesmente não seremos capazes de perceber. Ele afirma, portanto, que as teorias são "formas de percepção".

     A atmosfera de sua escrita pode parecer bastante semelhante à de Winnicott, que foi, sem dúvida, uma importante influência em seu pensamento. Ao contrário de Freud, ambos se sentem naturalmente confortáveis dentro da ordem materna, considerando a experiência inicial da criança com uma mãe harmonizada como um protótipo, tanto para a experiência analítica quanto para a expansão criativa do self ao longo da vida.

     No entanto, é em sua ênfase na associação livre como uma ferramenta básica para o trabalho clínico que Bollas diverge significativamente de Winnicott. Winnicott priorizou o uso da regressão e a recriação terapêutica da experiência primitiva, muitas vezes considerando o uso das palavras como uma defesa contra o surgimento desse tipo de estado integrado. Embora, às vezes, Bollas reconheça o valor dos estados temporários de regressão, seu principal foco clínico é a exploração de linhas de pensamento inconsciente, à medida que elas são reveladas através da sequência da narrativa derivada da associação livre do paciente.

     No geral, ele aborda muitos temas que foram importantes nos escritos dos psicanalistas dentro da tradição britânica independente. No entanto, ele mesmo enfatiza, com frequência, que sua obra está firmemente enraizada em Freud e, em particular, no modelo da mente apresentado n'A Interpretação dos Sonhos (1900). Esta é a base para a visão de Bollas de uma mente que é formada e opera através de um processo de desenvolvimento contínuo do pensamento associativo inconsciente. Os mecanismos que Freud descreveu como sendo constitutivos dos sonhos, Bollas os considera como sendo característicos de todo o nosso funcionamento mental inconsciente.

 

Bollas tem sido muito influenciado pelo mundo da arte - literatura, pintura e música - e parece que isso levou a um de seus conceitos mais singulares: o momento estético. Como psicanalista, músicista e alguém que escreve sobre a relação entre a música e o mundo interno, você tem uma afinidade particular com esse aspecto do trabalho de Bollas?

     Eu estou segura que sim. De fato, pode muito bem ter sido sua exploração desse aspecto da experiência subjetiva que originalmente me atraiu tão fortemente a seu primeiro livro, A Sombra do Objeto: A Psicanálise do Conhecido Não Pensado (1987). Isso aconteceu no momento em que minha própria exploração da literatura psicanalítica era bastante incipiente, mas eu sentia intuitivamente que a perspectiva dele era única e que ele falava à minha experiência interna de uma forma muito diferente de todos os outros autores.

     O conceito do "momento estético" é um exemplo do uso idiossincrático que Bollas faz da linguagem - algo que às vezes pode levar à confusão. Se não houver uma palavra existente para uma ideia que ele queira expressar, ele não hesitará em criar uma nova. Em outras ocasiões, ele vai se apropriar de alguma palavra que é de uso comum e atribuir-lhe um significado muito particular, que nem sempre é claramente explicitado. Nesse caso, "estética" refere-se não à beleza, como em seu sentido convencional, mas a uma experiência de transformação do self - um momento de intensa significação subjetiva. São momentos em que nosso idioma - a essência de nosso self - encontra um aspecto do mundo externo que cria uma percepção intensa de conexão e expansão. Embora, para alguns, isso possa acontecer por meio das artes, essa espécie de percepção não deve ser considerada como uma experiência rara, mas como parte do potencial de nossos encontros cotidianos com o mundo dos objetos externos.

 

Você menciona sua experiência como estagiário sob a supervisão de Bollas, usando palavras fortes: "aprender com Bollas acabou sendo uma experiência única e um pouco devastadora. Senti o tapete arrancado debaixo dos meus pés". Você poderia nos contar um pouco mais sobre isso?

     Nesta fase de minha formação, já havia sido supervisionada por vários analistas independentes muito experientes, com os quais aprendi muito. Eu estava naturalmente animada e ansiosa com a perspectiva de trabalhar com uma figura tão eminente, mas não esperava encontrar uma maneira tão completamente diferente de trabalhar.

     Devo explicar que no Reino Unido, mesmo entre o grupo independente, que em muitos aspectos evoluiu seu próprio ethos e tradições clínicas, a influência da técnica kleiniana era e ainda é muito difundida. Fomos ensinados, de forma sistêmica, a priorizar o trabalho na transferência do aqui e agora, e é bastante chocante pensar que, durante nosso treinamento, não tivemos um único seminário sobre o tema da associação livre. Quando fui a Bollas, pela primeira vez, ele polidamente me sugeriu que parasse de fazer interpretações regulares de transferência, e apresentou-me uma maneira de trabalhar baseada na teoria original de Freud sobre a prática clínica: a singular relação entre um paciente, que associa livremente, e um analista, que o acompanha em um estado de "atenção flutuante".

     Se, como sustenta Bollas, a mente humana é estruturada de forma associativa, então a técnica freudiana da associação livre deve ser o meio mais lógico de se ter acesso ao material inconsciente. Bollas oferece tanto um retorno à sabedoria originária da descoberta revolucionária de Freud quanto um notável aprimoramento de seu alcance, à luz de seu próprio modelo metapsicológico. A isso ele se refere como "inconsciente receptivo", que se alinha conceitualmente ao "inconsciente recalcado" freudiano. Este conceito do inconsciente receptivo, extremamente inovador, nos permite ver que a associação livre nos possibilita o acesso, não apenas aos conteúdos mentais reprimidos, mas também à vasta rede de pensamentos associativos ramificantes que constitui o trabalho criativo da mente inconsciente.

     Em minhas supervisões com Bollas, ele me ensinou que, se o analista para de esperar por manifestações de transferência e adota um estado de espírito livremente receptivo, coisas muito diferentes acontecem. Quando me sintonizei com minha experiência interna das palavras do paciente e as sutilezas de suas ressonâncias, isso permitiu que o inconsciente do paciente orientasse a sequência da sessão e, por fim, revelasse a lógica subjacente dos complexos fios interconectados do pensamento inconsciente. Esse processo prioriza a sabedoria inata do inconsciente do paciente, em vez das explicações do analista sobre o significado presumido. Hoje em dia, quando apresento seminários clínicos para estagiários, é isso que sinto que tenho para lhes oferecer. Infelizmente, parece ser tão novo para eles quanto foi para mim.

 

Você pode dizer algo sobre a contribuição de Bollas para a compreensão do relacionamento analítico, ao qual ele se refere como "O Par Freudiano"?

     Existem, é claro, muitos aspectos pertinentes a isso, mas algo que eu acho particularmente valioso, e também bastante incomum, é a ênfase que ele dá à democracia essencial na situação analítica.

     Bollas ajuda o analisando principiante a ter uma compreensão clara, desde o início, de que a exploração do inconsciente será um esforço conjunto. Ele encoraja o paciente a falar livremente e com o máximo de detalhes possível, evitando generalização, abstração e teorização sobre sua própria mente. Quando o analista demonstra uma capacidade de ‘atenção flutuante' e de devaneio, em vez de confiar demais em interpretações conscientemente formuladas, ele está modelando um acolhimento e uma valorização implícitos da riqueza da experiência e da comunicação inconscientes. Isso transmite ao paciente a ideia de que a sabedoria a ser descoberta através do processo analítico chegará, principalmente, não das explicações do analista, mas de uma exploração criativa do que sua própria mente oferece.

     Bollas também escreve sobre o que ele chama de "dialética da diferença". Em certos momentos, ele pode convidar explicitamente o paciente a corrigi-lo ou a discordar dele. Isso ajuda a evitar a situação egóica, potencialmente infantilizadora e estupidificante, que pode surgir se o paciente achar que ele precisa ser condescendente ou que o analista insistirá em estar certo. Afinal, nem sempre estamos certos!

 

Quais são as implicações da metapsicologia de Bollas para os objetivos do tratamento psicanalítico?

     Embora provavelmente todos compartilhemos uma noção similar e intuitiva do que significa ser saudável psiquicamente, isso tende a ser conceitualizado de maneira bastante diferente de acordo com nossos pressupostos teóricos básicos. Pensamos, por exemplo, em termos de liberar o paciente das fixações libidinais? Ou de chegar a um acordo com o nosso instinto de morte inato, a fim de alcançar a posição depressiva? Ou de destrinçar relações primitivas através da experiência da transferência do aqui e agora?

     Mesmo que, em vários momentos, o analista precise se concentrar na elucidação de um bloqueio de desenvolvimento, em um sintoma patológico ou em um enactment de transferência crucial, para Bollas nada disso deve ser visto como um ponto de chegada. A palavra "psicanálise" refere-se essencialmente não à análise da patologia ou das relações, mas à análise da mente. O analista que repetidamente destaca aspectos particulares da situação corre o risco de impor uma estrutura limitativa que não permite a ramificação da rede de pensamentos inconscientes.

     Para Bollas, não é suficiente confrontar o paciente com verdades basilares sobre seu mundo interno; quando permitimos que uma situação estanque se torne mais fluida, isso é para promover a elaboração criativa do idioma do paciente por meio do aumento de contato com a complexidade de suas associações inconscientes. Isso implica que a saúde psíquica é uma situação de complexidade crescente.

 

Em seu livro, você descreve Christopher Bollas como um "pensador psicanalítico revolucionário". O que há na abordagem de Bollas à teoria e à prática clínica que lhe concederá um lugar próprio na história da psicanálise?

     Bollas nos apresenta uma gama impressionante de novos conceitos. Em meu livro, dedico capítulos separados a seu modelo de inconsciente receptivo, genera psíquicos, idioma, o conhecido não pensado, o self e o personagem, a complexidade inconsciente, a nossa relação com objetos evocativos, a associação livre e o relacionamento analítico. E há muitos outros aspectos inovadores de seu pensamento que não estão incluídos nesta introdução.

     Repetidas vezes Bollas nos encoraja a colocar nosso próprio mundo subjetivo sob o microscópio, dando ao leitor uma experiência direta da complexidade do inconsciente. Pode ser um tanto opressivo estar ciente desta complexidade, mas se, como clínicos, pudermos ter isso em mente no consultório, isso nos ajudará a evitar o reducionismo de confiarmos no que pode ser apreendido por nossa mente consciente. Seja o que for que possamos compreender cognitivamente em um dado momento, sabemos que há sempre um subtexto de associações, sentimentos, história, ressonâncias linguísticas, transferência variáveis, esperanças, memórias, fantasias... é uma lista interminável.

     A metapsicologia de Bollas nos permite integrar a estrutura e o funcionamento psíquico, a teoria e a técnica psicanalíticas, e oferece maneiras de abordar muitos tipos diferentes de patologia. Em um nível mais essencial, ele nos dá maneiras de conceituar questões como a complexidade psíquica e a criatividade, a individualidade humana e a inter-relação contínua da experiência interna com o mundo dos objetos externos.

     Minha experiência de ler cronologicamente toda a obra bollasiana, primeiro quando desenvolvi meus seminários, e novamente quando estava pesquisando para o livro, não me deixou quaisquer dúvidas de que Bollas oferece a teoria metapsicológica mais abrangente e inovadora desde Freud. Esta é, evidentemente, uma declaração ousada, contudo, ao fornecer uma introdução às suas ideias centrais e às inter-relações delas decorrentes, o meu objetivo é guiar os leitores atuais e futuros de sua obra por uma apreciação mais plena da extraordinária riqueza da sua singular contribuição psicanalítica.

     Meu aprendizado pessoal de Bollas - tanto de seus escritos quanto de sua orientação clínica - tem revolucionado meu trabalho como psicanalista. Meus pacientes certamente também se beneficiaram disso, mas essa aprendizagem também tem intensificado muito a minha apreciação do processo analítico.


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Percurso é uma revista semestral de psicanálise, editada em São Paulo pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae desde 1988.
 
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