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Resumo
Resenha de Maria Silvia Bolguese, Depressão & doença nervosa moderna, São Paulo, Via Lettera/FAPESP, 2004, 171 p.


Autor(es)
Decio Gurfinkel
é psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, professor nos cursos "Psicanálise - teoria e clínica" e "Psicossomática" do mesmo Instituto. Doutor pelo Instituto de Psicologia da USP e autor dos livros Viagens ao informe: o sonhar e a experiência psicanalítica (em preparo), Do sonho ao trauma: psicossoma e adicções (Casa do Psicólogo) e A pulsão e seu objeto-droga: estudo psicanalítico sobre a toxicomania (Vozes).


Notas

1 A título de exemplo, menciono a pesquisa realizada em nosso meio por Daniel Delouya, cujo livro Depressão, estação psique resenhei na Percurso n. 29.

2 Maria Silvia esclarece que sua intenção não é defender uma bandeira anti-medicação, e reconhece os avanços e os benefícios que o uso de psicotrópicos pode trazer.


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 LEITURA

Tirando a máscara do palhaço

Decio Gurfinkel


A depressão tem sido objeto de atenção crescente no meio psicanalítico [1]. Do ponto de vista teórico- clínico, sua abordagem não é propriamente nova. Ainda que não constitua uma forma clínica tão nitidamente delimitada e reconhecida na psicopatologia psicanalítica como a histeria, a neurose obsessiva ou a paranóia, há certamente um alicerce metapsicológico sobre a depressão já assentado nos textos clássicos, a começar pela obra de Freud. Karl Abraham e o desenvolvimento kleiniano, seguidos de diversas outras contribuições pós-freudianas, vieram a enriquecer essa base. Ora, por que então diversos autores têm considerado a depressão uma doença moderna, ou uma das apresentações típicas da chamada “psicopatologia contemporânea”?

O livro Depressão & doença nervosa moderna, de Maria Silvia Bolguese, ajuda-nos a refletir sobre esse ponto. Sua abordagem do tema procura alargar o ângulo de visão da investigação para além da compreensão estritamente psicanalítica, sem porém abandoná-la: a meta da autora é abordar a depressão dentro de um contexto histórico, social e político. O objeto “depressão” ganha, assim, diversos sentidos: ele é tanto um fenômeno clínico a ser investigado, quanto o efeito complexo, nos indivíduos, da violência da organização social em que vivemos, ou a criação ideológica de uma “doença” para alimentar a máquina de consumo capitalista. O trabalho de Bolguese caracteriza-se por uma abordagem multifacetada não apenas em termos do objeto da investigação, mas também em relação ao ponto de vista conceitual com que opera: a autora lança mão tanto do arsenal conceitual psicanalítico freudiano quanto de estudos críticos sobre os mecanismos de controle social e de produção de ideologias, com especial destaque para Adorno.

Trata-se de uma pesquisa de doutorado realizada junto ao programa de Psicologia Social da pucsp, e enquanto tal obedece a um plano de trabalho claro e coerente. O livro subdividese em duas partes. A primeira dedica-se à apresentação e ao aprofundamento da abordagem conceitual – que, como disse, é multifacetada –, assim como à introdução paulatina da problemática a ser discutida. A segunda parte do livro contém o que se costuma chamar “trabalho de campo”, ou seja: o estudo da problemática em foco em um material empírico específi co, a fim de testar as hipóteses levantadas e fazer avançar a investigação. A escolha do material para tanto foi muito feliz, já que ele serviu perfeitamente – como veremos – ao objetivo almejado.

O trabalho tem como ponto de partida a constatação de uma disseminação espantosa do conceito de depressão. Por que – supostamente – os indivíduos padecem tão recorrentemente de depressão hoje? Trata-se mesmo de uma “doença” que se dissemina, ou, talvez, também, de um “diagnóstico” forjado que realimenta a doença e a reproduz? A primeira consideração crítica da autora é a constatação de uma tendência à generalização que banaliza o uso do termo: “hoje, tudo é depressão. E, se tudo é depressão, a depressão não é nada” (p.17). A falta de uniformidade e precisão na defi nição do conceito só vem complicar o problema. A segunda consideração crítica apontada por Bolguese é a tendência a uma naturalização da depressão, ou seja: considerá-la um dado atributo do indivíduo que anula qualquer problematização, e que portanto cumpre uma função de encobrimento ideológico. Esta “naturalidade” é, em geral, atribuída a uma base neuroquímica, mas pode ser também tratada em termos de uma estrutura psíquica do sujeito pré-formada; assim, tanto a psiquiatria quanto a própria psicanálise estão sujeitas a um tratamento ideologizante da depressão.

E qual problematização é anulada com esta naturalização? Antes de tudo, a imbricação dialética entre o mal-estar dos indivíduos e as condições sociais, assim como a implicação do sujeito e de sua história em relação a seu sofrimento.

Bolguese nos lembra de que há um profundo e consistente questionamento sobre as estruturas sociais na própria obra de Freud. Já no texto sobre a moral sexual civilizada, Freud demonstrou como a vida em sociedade onera o psiquismo e sobrecarrega o sujeito: uma vez que a civilização repousa sobre a supressão das pulsões, ela promove o confi namento dos indivíduos à neurose. A discussão prossegue e tornase muito mais complexa em textos mais tardios (sobretudo em O futuro de uma ilusão e O malestar na cultura) e, como bem assinala Bolguese, ganha um novo e importante impulso com o conceito-chave de superego. Com ele, “fi ca mais evidente que as marcas culturais ganham um lugar específi co na difícil administração interna da economia pulsional do sujeito”, e o próprio sujeito torna-se um “estandarte do mal-estar” (p. 37).

Em busca de melhor fundamentação para sua visão de um sujeito imerso no contexto social, Bolguese recorre às formulações de Adorno, Horkheimer e Marcuse, que por sua vez trabalharam também algumas das teses de Freud. Apoiando-se nessa perspectiva, a autora aborda a depressão em conexão com o advento da sociedade burguesa. Os processos civilizatório e educacional implicam a adesão a dois contratos primordiais – o da propriedade e o do domínio –, e a renúncia imposta ao sujeito burguês como condição da socialização empurra-o em direção à regressão e à neurose, trazendo fortes prejuízos à constituição de sua subjetividade. Ora, por causa da tendência à naturalização, a depressão emerge como um fenômeno “interior” – um sofrimento individual vivido em um foro íntimo – que mascara as tensões sociais e as relações de dominação.

Bem, essas considerações têm implicação direta para o método de pesquisa adotado. Segundo Adorno, o risco dos estudos no campo das ciências humanas é sempre estabelecer uma cisão entre o particular e o universal. No caso específi co da abordagem da depressão, esse equívoco pode conduzir a uma oposição estrita entre psiquiatria e psicanálise, que deve ser evitada. Conforme ressalta Bolguese, “não se trata de conferir o singular (a história e as representações) à psicanálise e as categorias coletivas e universais (o corpo e a biologia) à psiquiatria, pois esta suposta separação acabaria por encobrir – o que seria puramente ideológico – a tensão/cisão enfrentada tanto pelo psicanalista diante da singularidade do desejo do sujeito, atravessado por violentos processos identifi catórios também constituídos a partir das referências à coletividade (aspectos sociais) e à universalidade da biologia, quanto pelo psiquiatra que se vê indagado por um sujeito com sua história peculiar, que tenta nomear seu mal-estar através de categorias que lhe são próprias” (p. 28). A autora conclui, assim, que a oposição maniqueísta entre os dois campos do saber conduz ao pior dos equívocos: o de se pensar que a resposta estaria na substituição ou na eliminação de uma pela outra.

Se o homem é um ser social, faz-se necessário considerar as inter-relações entre as categorias sócio-políticas e os movimentos psíquicos individuais, e, em nosso caso particular, entre o mal-estar na cultura e a depressão. Coerente com este princípio metodológico, Bolguese se apóia em trabalhos de psicanalistas que adotam essa mesma perspectiva, tais como Serge André, Roudinesco e Joel Birman. É bastante sugestiva a proposta de Serge André, segundo a qual a ciclotimia, como “bipolaridade simplista da baixa e da alta”, seria própria da estrutura do capitalismo: “o homem – o doente – de quem se ocupa a psiquiatria acaba necessariamente sendo concebido como um capital de energia que o tratamento deve manter em um nível adequado de produtividade” (p. 39), e o termo depressão “converteu-se em um dos signifi cantes do sistema econômico cuja fi nalidade é a criação e a manutenção da mais-valia” (p. 42). Roudinesco, por sua vez, qualifi cou nossa sociedade de depressiva, por ser dominada pela individualidade, pela tristeza, pela apatia e pelo vazio de desejo. O homem sucumbe à psicofarmacologia sem refl etir sobre a origem de sua infelicidade, e o antidepressivo permite ao indivíduo voltar à cadeia produtiva da maneira mais silenciosa possível. Joel Birman ressaltou também o evitar sistemático do sofrimento como uma marca da atualidade, o que se refl ete na recorrência da solução química. Como resume Bolguese, hoje pretende-se a “normalização”: “encontrar a felicidade média, possível, plausível aos homens que se ajustam ao sistema social” (p. 46).

Temos, assim, um quadro claro do substrato conceitual que sustenta o trabalho de Bolguese. A primeira parte do livro é composta ainda por mais dois capítulos, que buscam analisar criticamente a abordagem da depressão pela psiquiatria e pela psicanálise. O primeiro deles dedica-se à concepção de depressão, e o segundo às suas terapêuticas.

Ao tratar da visão psiquiátrica da depressão, Bolguese relembra as mudanças ocorridas nessa disciplina no século XX. Se na década de 1950 a psiquiatria conservava uma leitura dinâmica dos fenômenos e incorporava algumas noções psicanalíticas, nas últimas décadas esses elementos foram expurgados, dando lugar a uma concepção pronunciadamente organicista. A autora nos mostra os refl exos de tais mudanças na abordagem da depressão, e para tanto examina os manuais de psiquiatria dsm e cid-10. Tais instrumentos concentram-se na classifi cação e na descrição de síndromes e transtornos, cuja explicação tende a ser reduzida à base orgânica do funcionamento cerebral; por outro lado – e sintomaticamente – a histeria desaparece dos manuais. As linhas de força da classifi cação são subliminarmente determinadas pelos avanços da farmacologia, enquanto o trabalho de pensamento da teorização mingua. Ora, Bolguese vê aqui uma mitifi cação da ciência cujo objetivo é dominar os sujeitos, e propõe um resgate da teorização – com sua salutar “intransigência” – como antídoto para esse estado de coisas.

Em relação à concepção psicanalítica da depressão, a autora retoma os textos de Freud sobre o humor e sobre a melancolia. É sobretudo no primeiro que Bolguese vê a possibilidade de uma abordagem frutífera do tema, já que, se “o humor é sempre rebelde”, ele é por defi nição um caminho para sair da alienação depressiva de modo crítico e não adaptativo; ora, “ao situar o humor na relação entre o ego e o superego, Freud não deixa de examinar o homem em seus embates com a cultura” (p. 65). Uma vez que na sociedade capitalista se dá uma tradução do desejo em termos da satisfação imediata por meio do consumo, o sujeito impedido de satisfazer-se pelo consumo tende a culpabilizar-se e enclausurar- se em um estado depressivo, perdendo sua capacidade para a atitude humorística. Essa observação vai ao encontro da concepção de Hugo Bleichmar, que vê na representação de um desejo como irrealizável a essência do fenômeno depressivo. Ao “fabricar” uma satisfação de consumo irrealizável, a sociedade forja indivíduos de saída entristecidos, pois fracassados em sua busca. Diante da apropriação ideológica do conceito de depressão, Bolguese considera que a psicanálise deve assumir um posicionamento: ela “deve se colocar como um instrumento que, à medida que explicita os confl itos individuais, desvenda os determinantes culturais” (p. 76) – tarefa que, aliás, Adorno já havia atribuído à psicanálise, sempre no limite tênue entre o aprisionamento e a libertação dos sujeitos.

A análise das propostas terapêuticas da psiquiatria e da psicanálise dá seqüência ao argumento do trabalho. Bolguese nos lembra como o uso de psicotrópricos tornou-se a principal opção de tratamento para a psiquiatria, sendo os antidepressivos os psicotrópicos mais receitados hoje; essa direção tomou proporções espantosas, a ponto de metade do orçamento médico do Estado de Massachusetts ser gasto em medicação psiquiátrica! Trata-se, efetivamente, de um fenômeno que merece muita atenção: o tratamento medicamentoso – esta “saída efi caz, rápida e asséptica, prometendo ao sujeito um afastamento pleno de seu mal-estar” (p. 84) – é hoje largamente utilizado e disseminado, sendo encampado inclusive por médicos não psiquiatras. Ao mesmo tempo, os psiquiatras têm dado preferência a psicoterapias cognitivistas e comportamentais. Como fi ca a prática da psicanálise nesta “era Prozac”? Como pensar a “associação de terapêuticas”, especialmente quando o psicanalista se vê diante de um número cada vez maior de pacientes medicados? E ainda: se há uma depressividade própria do psíquico, o que signifi ca procurar extirpá-la por uma estratégia química? Essas são as questões essenciais que Maria Silvia Bolguese nos põe aqui a considerar [2].

A partir da colocação em cena desses elementos em questão, a autora parte para o “trabalho de campo”; aqui se encontra a parte mais original de seu trabalho. Como investigar a dimensão ideológica da disseminação do conceito de depressão e suas diversas conseqüências? O caminho escolhido foi analisar o material de divulgação da depressão produzido pelos grandes laboratórios farmacêuticos, buscando apreender o modo pelo qual se procura defi nir e “vender” a depressão. Adotando o método da “análise de conteúdo dos estímulos” como meio de investigação das mentalidade dos grupos, proposto por Adorno, Bolguese examina duas peças publicitárias. Tais peças são, aliás, de uma eloqüência gritante! Creio que aqui entra em jogo o talento da autora-psicanalista em escutar e “deixar falar” o material, oferecendo ao leitor a oportunidade de “ver com seus próprios olhos” a engrenagem ideológica e manipulatória em ação.

Uma primeira impressão é que tais peças de divulgação, dirigidas aos médicos, deveriam ser inefi cazes, dado seu caráter, simplifi cação excessiva e intenção ilusionista evidente. Mas, como se dá em geral no mundo do marketing, não é isso que ocorre: é justamente essa primariedade e infantilização – assim como as promessas irreais e mágicas – que falam mais fundo ao coração dos homens. Como nos mostra a autora, a ciência e os “homens do saber” não estão de forma alguma isentos dos mecanismos ideológicos de dominação – inclusive os psicanalistas! Retomando uma sugestão de Luiz Carlos Menezes, ela assinala que estes também têm sido infl uenciados pela forte publicidade feita em torno da depressão e dos antidepressivos, o que os induziu a encaminhar seus pacientes para tratamento psiquiátrico com muito mais freqüência na última década.

“A alegria da forma mais pura”. Esse é o slogan do primeiro folheto analisado, que contém a fi gura de um palhaço sorridente na capa e tem como ícone o desenho de um sorriso. Bolguese disseca em detalhes tanto a forma quanto o conteúdo do material, levantando várias sugestões interpretativas. Assim, “o palhaço, como personagem de uma peça bufa, esconde e revela atrás da máscara da alegria suas tristezas e mazelas” (p.126), e a idéia de “cura” da depressão veiculada pela peça publicitária é a construção de uma máscara de palhaço. Ora, à medida que o remédio torna-se a pílula da alegria, aos sujeitos só resta o lugar de palhaço: o “esvaziamento do homem feito de palha” (p.127). A análise empreendida do signifi cante “pureza” é também sugestiva: ele aludiria a uma infantilização e a um transporte a um mundo ingênuo e inocente, assim como a um poder totalizador da pílula mágica: “é como se o remédio possibilitasse a aquisição de um estado original, no qual o sujeito se vê protegido das impurezas e intervenções da existência, uma vez que puro também signifi ca total, completo, exclusivo e uno” (p.128). Diversos outros aspectos são abordados, tais como a relação entre depressão e mundo do trabalho, a incidência da depressão nas mulheres e a necessidade de escamotear os efeitos colaterais do remédio, assim como seu custo fi nanceiro. Um dos elementos trabalhados por Bolguese merece, a meu ver, destaque especial: a tendência de o médico tornar-se um simples elo da cadeia de mercado, uma vez que a indústria busca neutralizar sua participação efetiva. Bolguese analisa, ainda, uma segunda peça publicitária – cujo slogan é “dê uma virada no quadro depressivo do seu paciente” –, que revela elementos semelhantes aos da primeira.

Pode-se observar, assim, in locu, a ação dos mecanismos ideológicos denunciados pela autora, que conclui: “a alegria questionável e falsa do palhaço está à disposição nas prateleiras, mas obviamente não se pretende a alteração deste estado de coisas […]; a solução para o mal-estar prescinde da explicação e do enfrentamento dos confl itos sociais” (p.139). Ora, enquanto o “antidepressivo vende a alegria como meio de escapar daquilo que não se pode escapar de modo algum” (p.140), uma psicanálise orientada pelo modelo da atitude humorística encontra-se no lado oposto. Se o humor é sempre rebelde, ele põe continuamente em questão os mecanismos de poder que buscam naturalizar o plus de sofrimento infl ingido ao Eu pela vida em sociedade, combatendo o supereu tirânico com um supereu benevolente. Trata-se de lançar mão de uma preciosa arma do psíquico que busca alargar o raio de ação de um Eu alienado, achatado e submetido por este outro-em-mim dominador e escravizante: o supereu primitivo, sádico e violento. A alternativa a esta luta contínua seria engolir uma pílula mágica infl igida pelo grande Outro, “tratamento” que pode ter como conseqüência a anulação do sujeito.

Como se vê, o livro de Maria Silvia Bolguese coloca sobre a mesa uma problemática da maior importância, que certamente toca a todos nós como clínicos e cidadãos do mundo. Ele abre nossos olhos para a necessidade de abordarmos a depressão no entrecruzamento entre as determinações psíquicas e as determinações sócio-políticas, e nos alerta para a necessidade de complementarmos nosso arsenal conceitual psicanalítico com o ponto de vista das ciências sociais e da fi losofi a. A contribuição da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt constitui, certamente, um dos instrumentos mais ricos para tanto. Creio ter deixado claro, nesta resenha, como o alcance do trabalho não se limita ao âmbito acadêmico, mas – como bem ressaltou Nelson da Silva Junior no prefácio do livro – comporta uma dimensão inequivocamente política: o trabalho de desvelamento dos mecanismos ideológicos em uma dada situação concreta eleva uma “ação conceitual” ao patamar de uma “ação política”.

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