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Resumo
Resenha de "Vivendo num país de falsos-selves" - Júlio de Mello Filho. Casa do Psicólogo, São Paulo, 2003.


Autor(es)
Tereza Elizete Gonçalves
é psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae, mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP, professora e supervisora da Universidade de Taubaté (UNITAU).


Abstract
By Teresa Elisete Gonçalves, review of Julio de Mello Filho, Vivendo num país de falsos-selves. The title of this review alludes to a line from the Brazilian national anthem: “you are a gentle mother to the children of this land”. It is not always the case, argues the author, as he analyses phenomena of daily life in Brazil which favor the construction of a false self. Institutional rules, family situations, specific pathologies such as psychopathy and addiction are investigated, opening vistas on politics, cinema, education and other areas. The hidden grimace of a “bad stepmother”, the author argues, can be discerned behind the face of the “good enough mother”.

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 LEITURA

Quando a "mãe gentil" maltrata os "filhos deste solo"

When the “gentle mother” mistreats the “children of this land”
Tereza Elizete Gonçalves


Muito oportuna a publicação deste livro, que vem suprir um vácuo de produções em termos do conceito de falso-self, apesar da vasta bibliografia produzida sobre a obra winnicottiana, conforme argumenta o próprio autor. Mais uma profícua oportunidade para reinscrever no seio mesmo da psicanálise a temática das dissociações precoces, daquilo que desde as origens não alcança significação, nem positivação, expressando-se na ausência, inclusive de conflito.

Júlio de Mello Filho, um difusor pioneiro do pensamento de Winnicott dentre os analistas brasileiros, vem, a partir deste aporte, tratar do fenômeno dessas personalidades encruadas, porosas, estritamente aderidas a uma vida funcional, denominadas falso-self. Nesta obra ele pretende abordar fenômenos da vida cotidiana que muitas vezes nos passam despercebidos ou tolerados, pois nossa cultura, imersa no afã globalizador, vem praticando a banalização e o descrédito do que há de mais nuclear na natureza humana. Assim, valores como verdade, lealdade, honra, dignidade e amor fraternal são cotidianamente ultrajados pelo culto às leis de mercado, ao individualismo e competição desenfreada, enfim pela coisificação da existência.

Levado por um “fascínio” pela verdade, compromisso do qual seu livro é testemunho contundente, Júlio de Mello Filho chega ao tema do falso-self, este de extrema atualidade, ressalte-se. A problemática da falsidade torna-se ainda mais instigante, devido à maneira como o autor demonstra sua crescente influência na clínica, enriquecendo a psicopatologia psicanalítica: suas origens e manifestações, sua relação com a cultura contemporânea, suas fronteiras com o verdadeiro ou inautêntico. Certamente são férteis e ainda exploráveis as perspectivas de pesquisa do fenômeno falso-self aplicado às instituições, à conjuntura familiar, às modalidades psicopatológicas tais como as psicopatias, drogadicções, somatização, enfim é um amplo campo à espera de abordagens inovadoras.

Os capítulos, conclusivos em si, sucedem-se com um encadeamento admirável de idéias. É com desembaraço que o autor circula entre autores renomados como Freud, Fairbairn, Klein, Kohut, Bion, Winnicott, Bálint, Joyce McDougall, dentre outros, porém não está só neste projeto. O autor tornou o livro um espaço compartilhável com outros pensadores afinados à teoria de D. Winnicott, que exploram com consistência a potencialidade do seu pensamento.

Logo na Introdução da obra, Júlio de Mello Filho declara ser a falsidade “uma questão de todos” (p. 29), afirmativa que universaliza a problemática que irá enfocar. Para tanto, irá transitar incessantemente do plano das expressões individuais e cotidianas dos fenômenos falso-self, aos contextos grupais e socioculturais mais amplos como a família, a educação, a política, o cinema, o Estado e as instituições públicas. No âmbito destas, a prática da corrupção, da calúnia, dissimulação e da fofoca, que regem as relações sociais, recebe do autor um enfoque inédito, à luz deste estudo.

Para fundamentar essas noções, o autor julgou necessário relacionar falso-self ao narcisismo, e, nesta incursão, irá referir-se ao narcisismo secundário, referendando-se em autores como Kohut e Bion, que abordaram o efeito das perdas e frustrações na auto-estima do sujeito. Nesta direção, Júlio de Mello Filho irá se distinguir de Winnicott, que ressaltou a problemática falso-self decorrente de reações às invasões ambientais. Temos a resposta de complacência e obliteração da subjetividade, por imposição implacável do ambiente que falha, não por carência, mas por excesso de presença. A frustração frente às perdas ainda não é a possibilidade ao alcance daqueles que constituem o senso de si mesmos, afirmou repetidas vezes o pensador da transicionalidade. Esta é a rica esfera que não se alcança quando um falso-self patológico domina a cena.

Nosso autor aponta o papel fundamental que teve a psicanálise no tocante a romper com a hipocrisia dos costumes sociais no século XIX, redimindo a sexualidade “para a liberdade e o amor”. A psicanálise, nas páginas desse livro, pode estar sendo reconvocada em missão semelhante, como redentora de nosso ser interior, a forjar ferramentas conceituais e clínicas frente às incomuns formas de adoecimento, relativas aos transtornos narcísicos próprios da contemporaneidade. Trata-se daqueles indivíduos forçosa e exageradamente adaptados às condições externas, desde as etapas primordiais, que necessitam de intervenções mais convenientes às suas agruras.

A coluna mestra do livro é o capítulo sobre o self, alicerçado no pensamento de D. Winnicott. Vemos elencadas as conseqüências para o psiquismo, quando a liberdade pessoal é dirimida: o empobrecimento da vida imaginativa e onírica, a incompetência para o simbolismo, a concretude do pensar e propensão às grandes somatizações, a sexualidade esvaziada e deslibidinizada.

A questão da falsidade ou da autenticidade é inerente à nossa vida em convivência: necessitamos de um self sociável e polido que nos viabilize os relacionamentos externos, pois é inimaginável o si-mesmo exposto, sem mediação. Todavia tal recurso à superficialidade não pode custar- nos a perda de contato com nossos impulsos pessoais. De fato, a capacidade para fazer conciliações é uma conquista do desenvolvimento saudável. Esta é, indubitavelmente, uma das tarefas mais espinhosas na adolescência, etapa na qual se luta para estabelecer uma identidade própria, num caldeirão relacional cujos ingredientes são a rebelião, a afirmação trôpega da independência, a busca de isolamento e grupalidade concomitantes. Tal discussão é levada a cabo de modo apropriado no capítulo sobre "Adolescência e falso-self", quando são enfocados os pitboys anabolizados, e podemos pensar também nas garotas esqueléticas e siliconadas, que exercitam o sexo e relações fingidas, enganosas principalmente para si próprias.

Para certas pessoas, as concessões, próprias do convívio social, podem custar o impensável, ou seja, o preço da própria integridade. Assim sendo, a cisão vai ser utilizada em lugar de uma divisão branda e reversível, com vistas a acomodar o inautêntico. Esses indivíduos desafortunados podem se pautar por acentuada condescendência ou manter uma atitude de permanente oposição e provocação, podendo resvalar para a delinqüência como alternativa de sobrevivência. A tese winnicottiana vai permitir a Júlio de Mello Filho desenvolver a relação entre violência e falso- self, no cap. XIII. Esse capítulo é precioso, pois revela a face do Brasil dos camelôs, dos meninos de rua alvo fácil dos traficantes, dos policiais e políticos corruptos e corruptíveis, do despreparo do sistema educacional. A nação, que, ao invés de ser uma mãe protetora e gentil, age como madrasta má que expõe, impacta e amplifica a dor e indignidade dos cidadãos desfavorecidos. Deste modo, a realidade social brasileira que desassiste, desabriga, desemprega e desencarna de uma identidade factível a milhões de patriotas, é interrogada, no divã deste analista, com coragem e realismo. Conhecedor e participante de iniciativas governamentais e não-governamentais voltadas às populações desfavorecidas, ele reconhece o lugar da universidade como fórum democrático empreendedor de políticas humanas e sociais. Esta, através dos eixos da pesquisa e extensão, poderia responder à inoperância das instituições públicas, assoberbadas na luta pelo poder e oportunismo, tanto quanto pelo jogo perverso do falso-self institucional.

Se a vida relacional exigiu em demasia de determinados indivíduos em esferas nas quais não lhes cabia complacência, alguns podem, em oposição à rebeldia, pautarem-se pelo servilismo. O impedimento da amorfia, plataforma primordial de não-integração, da qual todos deveríamos nos lançar no mundo, obrigou-os a uma falsa, prematura e defensiva organização do eu. Foram assim brutalmente vilipendiados, em termos do verdadeiro self que lhes resta perdido. A oclusão do âmago da vida pessoal, e conseqüente perda do potencial inventivo da capacidade lúdica e onírica, constitui uma verdadeira tragédia existencial, que Júlio de Mello Filho nos faz revisitar ao longo dos quinze capítulos do livro. Tornamo-nos potencialmente doentes, quando turvamos e perdemos o essencial para a totalidade de nosso self. O embrutecimento pela impregnação do apelo de conquistas materiais, tanto quanto a dispersão e escamoteamento das necessidades vitais, têm um altíssimo custo psíquico (embora não somente este): perdemos o sentimento propulsor da alegria e do sentido de viver, consumidos em ambições equivocadas; desinspirados buscamos sentido em objetos-caricatos e solapamos ainda mais nossa seiva geradora e inventiva mais legítima. Em tempos de interioridade pouca, de forte apelo consumista, pois que de relações imediatistas e supérfluas, (sobre)vivemos numa fachada vazia e objetificada, em que todo sentido gira em falso. Tudo o que de legítimo poderia acontecer somente é viabilizado no plano dissociado. As defesas rigidamente organizadas que visam impedir a (re)emergência do malogro formam um invólucro que parece iludir que a essência está nesta superficialidade.

No percurso proposto pelo autor, reconhecemos a perenidade do ser, o fantasiar improdutivo, que tem como pano de fundo a futilidade vivencial de que nos falam nossos pacientes, quando a pressa, a impessoalidade e assintonia com nossa humanidade prevalecem. Restam tão somente a hipocrisia dos vínculos estéreis, o anseio de agradar, a superadaptação, que dotes intelectuais podem afiançar, lembra Júlio de Mello Filho, familiarizado a Winnicott. “Revelar a falsidade existencial de um paciente, eis uma das tarefas hercúleas da psicanálise” (p. 24).

Ao deixar de operar como uma camada permeável, parte da defesa sadia da pessoa, o falso self se implanta na forma de uma couraça defensiva, espessa e rigidificada. Tal qual o remédio que mata paulatinamente o paciente que deveria fortalecer, ele passa a asfixiar o núcleo do que faz experimentar o sentimento de continuidade e de pujança de ser quem somos. O verdadeiro- self isolado não se faz, nem se refaz, diante de tais injúrias, restando em estado embrionário, impotente para validar o viver. Esses pacientes de afetos enquistados, podem vir a sofrer crises de amplo espectro quando o dilema entre o falso e o verdadeiro ganhar corpo na análise. Com o desmonte do falso-self e seu arsenal defensivo, ocorrerá o colapso de uma estrutura de aparência exitosa, mas que se pautava por ser periférica. A impressão de sucesso é apenas aparente, pois no íntimo nada substancia. Ao contrário, tudo o que for alcançado por meio dos artifícios da falsidade e da conformidade, mais intensificará o sentimento de irrealidade e de saturação.

O autor generosamente expõe sua sólida experiência clínica, com pacientes que estruturaram suas vidas em torno da conquista do poder, prestígio e fortuna, fascinados pelas estratégias de bajulação, coerção e imitação. Ao abordar as batalhas que tem travado na clínica, com base na larga experiência adquirida em grupo- análise, esse analista formula alertas importantes para as ciladas que tais pacientes nos impõem na transferência, contribuição das mais estimulantes, na obra referida. O leitor passa a reconhecer que a dissolução de um falso-self patológico consiste em árdua tarefa analítica, todavia o verdadeiro antídoto contra o isolamento e a ameaça eminente de caos, que imperam. Sem esta via, a análise vai patinar em falso, não haverá progresso e integração possíveis, enquanto esses pacientes se mantiverem em posição de colocar a dor para hibernar. O caminho da recuperação é a regressão terapêutica com o enfrentamento do vazio e solidão, da ameaça de aniquilamento e desamparo profundos que devem ser experienciados. Todavia, para alcançar o atrofiado, será imprescindível aquilo que faltou na aurora da vida, ou seja uma presença humana suportiva.

O distúrbio falso-self é apresentado ao longo dos capítulos, enquanto categoria nosográfica, tanto quanto um modo de funcionamento espraiando-se em diversas configurações psicopatológicas tais como os distúrbios de identidade, delinqüência, esquizoidia e estados borderlines. Júlio de Mello Filho, num esforço de articulação conceitual, relaciona o tema em foco aos “pacientes como se” (H. Deutsch), aos “normóticos” (C. Bollas), à “auto-clivagem narcísica” (Ferenczi). A clínica psicanalítica contemporânea ganha fôlego considerável no transcorrer dos capítulos, em diversos autores que por eles desfilam: os “pacientes de difícil acesso” (B. Joseph), os “casos difíceis” (A. Green), os “antianalisandos” (J. McDougall), as normopatias. Esses quadros símiles não poderiam deixar de ser referidos extensamente, aparentados que são aos pacientes falso-self, em termos de uma falsa complacência, sugestionabilidade e teatralidade. São pessoas que, por perdas significativas das ilusões, não se lançam jamais no precipício de relacionamentos amorosos significativos, por temerem o mais profundo, aferrando-se a uma irremediável trivialidade.

Os outros autores que co-participam desse projeto bibliográfico utilizam aportes que, se inscrevendo no referencial de Winnicott, são unânimes em afirmar que as falhas graves e precoces de sustentação ambiental subsistem no prelúdio das personalidades falso-self e nas distorções da conduta anti-social. No cap. V Sergio Belmont, muito apropriadamente, retoma a teoria do narcisismo e a problemática do não-espelhamento e do retraimento, tão prementes nos pacientes descritos como falso- self. O trauma por não poder ter sido visto e portanto, de não poder se ver e se revelar, irá produzir feridas narcísicas obstrutoras dos impulsos pessoais. Ao tema do narcisismo, ato psíquico unificador do self, também retorna H. Honigsztejn no belo texto no qual enfoca a criatividade primária que, embotada, abrigará, como conseqüência, o sentimento de solidão e de incapacidade para os relacionamentos de intimidade.

A iniciativa laboriosa de Júlio de Mello Filho leva-o a articular a constituição da subjetividade à cultura, especialmente à nacional. A contribuição tem seu valor, além do evidente cunho clínico, ao expandir-se para aplicar o conceito de falso-self às diversas esferas da vida, interessando aos profissionais de diferentes áreas de produção. O autor, numa linguagem esclarecedora, descreve as manobras que predominam nesses estados: a mentira fácil, os golpes e alianças escusas, os negoceios e falcatruas, a cultura do “jeitinho brasileiro”, a lei de “levar vantagem em tudo”, tão familiares nos diversos cenários da sociedade brasileira.

Preocupado com a prevalência destes artifícios falso- self, que exibem os vilões da cidadania, comumente impunes e com aspecto de triunfantes, o autor resolveu abordar o fenômeno de modo a colocar em foco importantes aspectos da vida nacional, debatendo- os fertilmente. “É um livro que parte da psicanálise, é psicanálise aplicada, mas é também um livro sobre a sociedade brasileira, é uma análise político-institucional” (p. 26).

A epígrafe de Lima Barreto “O Brasil é feito para desanimar”, referida pelo autor, sugere que ele irá traçar um panorama negativo do país da corrupção, do suborno e da criminalidade. De fato ele relembra os estarrecedores escândalos financeiros, os descalabros governamentais, a demagogia na política, ardis que ele, com a tradição de políticos na família, conhece tão bem. Entretanto não se trata de um panorama desalentador, pessimista ou acusatório sobre o cenário nacional aquele que ele nos delineia. O leitor compartilha as apreensões, incômodos e perplexidades de milhões de cidadãos, por viverem num país de falsos-selves, mas termina por fazer recuperar a esperança por um horizonte melhor. Esta obra de estilo maduro e reflexivo é, fundamentalmente, um documento em defesa da credulidade e da ética do ser, do seu direito inalienável à cidadania. Mostra- se um defensor da moralidade pública, quando relembra os movimentos populares que redundaram nas cassações, no impeachment presidencial e na instauração de CPIs para averiguar a verdade dos grandes fatos que abalaram a auto-estima dos brasileiros.

Igualmente de grande valia é o sugestivo capítulo dedicado ao fenômeno falso-self na infância. Júlio de Mello Filho apresenta-nos as pesquisas de A. Miller a propósito do drama dos pequenos que se afastaram da percepção interna das próprias e reais necessidades e exibem-se cordatos, dissimulados e ardilosos como padrão relacional. Essas crianças sofreram uma coação e adaptação precoces, frente a uma educação indutora do medo e da doutrinação. Revoltados e magoados pela não-disponibilidade dos pais, tais filhos podem vir a reivindicar ressarcimento na violência, com conseqüências igualmente desastrosas para o processo maturacional.

O autor vai dissecando a manifestações falso-self em homens e as peculiaridades nas mulheres, reflexões que igualmente, suscitam interesse no leitor. O conceito de falso- self cresce em amplitude e abrangência, que eu ambicionaria mais criteriosa. A aplicação da terminologia falso-self aos pacientes esquizóides parece-me questionável e inapropriada para dar conta da condição existencial daqueles pacientes, que inversamente falharam em se relacionar com os objetos fora da órbita do self; pouco comunicativos, isolados e temerosos a qualquer envolvimento externo à concha protetiva, eles me parecem ajustar-se à interrogação de Winnicott (1960) acerca do motivo de alguns pacientes não desenvolverem o falso-self.

Ainda uma outra ressalva: empreendimento de tal envergadura mereceria certamente uma revisão gráfica mais acurada, pois o leitor esbarra em falhas inadmissíveis desta ordem, assim como permanece com dificuldades na localização das fontes das memoráveis citações às quais o autor recorre. Deparamos com algumas alusões não devidamente acompanhadas das referências, como seria de se esperar num trabalho de cunho científico como este.

Para concluir, o texto remeteu- me à sábia recomendação de Shakespeare, que Winnicott, tão reconhecido aos poetas e filósofos, parceiros íntimos das questões que a ele interessou, inclui em seu artigo de 1960 sobre o falso-self. Vale retomá-la:

“Isto acima de tudo: sê verdadeiro a teu próprio self,
E assim, como a noite ao dia,
Segue-se que não serás falso a nenhum outro ser.”
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Percurso é uma revista semestral de psicanálise, editada em São Paulo pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae desde 1988.
 
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