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TÍTULO DE ARTIGO


 

AUTOR


ÍNDICE TEMÁTICO 
58
Interfaces da clínica
ano XXIX - Junho 2017
160 páginas
capa: Lília Malheiros
  












EDITORIAL  
TEXTOS  
texto propõe uma reflexão acerca da construção do corpo erógeno e das vias de satisfação pulsional a partir dos impasses subjetivos apresentados pela criança autista. Sabemos que o corpo se constitui a partir do traçado erótico demarcado nos encontros primordiais, onde a função materna inscreve superfícies e bordas, colocando em circulação o desejo e a possiblidade amorosa. Sem deixar de considerar os enigmas oferecidos pela configuração autística, pretende-se apresentar algumas elaborações acerca dos impasses na subjetivação-construção do corpo no autismo, retomando experiências clínicas registradas desde o caso Dick apresentado por Melanie Klein em 1930 até autores expressivos da atualidade.
ABSTRACT
he text proposes a reflection about the construction of the erogenous body and the pathways of drive satisfaction from the subjective impasses presented by the autistic child. We know that the body is constituted from the erotic tracing demarcated by the primordial encounters, where the maternal function inscribes surfaces and edges, putting into circulation the desire and the amorous possibility. Without neglecting the enigmas offered by the autistic configuration, the author intends to present some elaborations about the impasses in the subjectivation-body construction in autism, going back to recorded clinical experiences, such as the Dick case presented by Melanie Klein in 1930, to present day expressive authors.
 
Jean Laplanche propôs um novo modelo teórico baseado em Novos Fundamentos para a Psicanálise, centrado em uma atividade tradutiva. Afirma que seu modelo é “integrador”, sem que tenha explicitado todos os níveis de integração possibilitados por suas concepções, assim como não especifica a natureza dessa atividade tradutiva. Os objetivos deste artigo são ampliar a reflexão sobre a própria atividade tradutiva, conjecturar sobre sua origem e sobre os campos de integração possíveis a partir dessas articulações teóricas.
ABSTRACT
Jean Laplanche proposes a new theoretical model based on the New Foundations to Psychoanalysis, where a translating activity is the core concept. He states he offers an “integrative” model, without having it explicitly at all levels of integration made possible through his conceptions, as well as not specifying the nature of this translating activity. The goal of this article is to propose further reflections about the translating activity, conjecture on its origin and the possible fields of integration of this new theoretical enunciation.
 
Diante da dor dos outros interrogamos a atualidade de nosso ofício em suas diferentes escalas: o trabalho clínico, a transmissão da psicanálise e a crítica do mal-estar na cultura. No entrelaçamento estético dos poderes da letra e da imagem encontramos objetos de entusiasmo portadores de força e sentido de ligação, capazes de reconfigurar nossos lugares vitais na clínica e na cidade.
ABSTRACT
Dacing the pain of others we interrogated the actuality of our craft in its different scales: the clinical work, the transmission of psychoanalysis and the critique of cultural malaise. On the aesthetic interlacing between the letter and the image powers we found objects of enthusiasm that bear both force and sense of connection and are capable to reconfiguring our vital places in the clinic and in the city.
 
O presente artigo, construído na interface arte/psicanálise, pretende apresentar um diálogo entre literatura e psicanálise contemporânea. Através de um trecho literário e algumas vinhetas clínicas, traz à luz algumas questões suscitadas pelos adoecimentos fronteiriços e propõe a escuta polifônica como saída possível para o enquadre e manejo clínico de tais atendimentos.
ABSTRACT
 This article built in the interface art / psychoanalysis intends to present a dialogue between literature and contemporary psychoanalysis. Through a literary passage and some clinical vignettes, bringing to light some issues raised by borderline illnesses and propose polyphonic listening as a possible output for the clinical setting and management of such demands.
 
Este artigo propõe, a partir da história da psiquiatria e da psicanálise, pensar um mais além do antagonismo entre elas. Essa condição se faz necessária para a abertura de novos contextos onde os efeitos dos psicofármacos podem também ser percebidos e analisados.
ABSTRACT
This article proposes to reflect, from the history of Psychiatry and of Psychoanalysis, farther on their antagonism. This is the necessary condition to the opening of new contexts in which psychotropic drugs effects could be analysed and studied.
 
O autor retoma o tema da ética em psicanálise, focando especialmente as contribuições de Freud, Melanie Klein e Lacan, além de abordar aspectos mais pontuais vividos na prática clínica.
ABSTRACT
This paper focuses on etics in psychoanalysis, as seen by Freud, Melanie Klein and Lacan. The author mentions too some specific etic topics from the clinical practice.
 
 Este artigo se propõe a refletir sobre alguns efeitos da sociedade do espetáculo e da cultura do narcisismo na subjetividade contemporânea. Evidenciando o estímulo ao esquecimento em detrimento da recordação e da elaboração das experiências potencialmente traumáticas para os sujeitos, relaciona essas práticas às produções sintomáticas frequentemente encontradas na clínica atual.
ABSTRACT
This article proposes a reflection over some effects of the society of spectacle and narcissistic culture on contemporary subjectiveness. By pointing out forgetfulness stimuli over memory and the elaboration of pottentially traumatic experiences for the subject, it relates these practices to sintomatic productions frequently found in current clinic.
 
Este artigo reflete a experiência de um atendimento psicanalítico realizado durante três anos em uma Moradia Assistida em um hospital psiquiátrico público. Notam-se nesse inusitado setting os atravessamentos institucionais e as implicações de décadas de privações e exposição à violência vividas pelo paciente.
ABSTRACT
This article presents the experience of a therapeutical follow-up held in an asylum during three years in a public psychiatric hospital. It is noted, in that unusual setting, the institutional crossings, decades of violence and deprivation experienced by the patient.
 
  O presente trabalho busca uma articulação possível entre a experiência clínica e os conceitos teóricos referentes à incidência da recusa nos quadros psicopatológicos. Compreende-se que tal articulação traz a possibilidade de enriquecimento para a prática, principalmente ao se tratar de manifestações que estão no campo do irrepresentável, do não simbolizado, o que implica modos de pensar e intervir, para o clínico, diferentes dos da interpretação clássica.
ABSTRACT
This article intends to build a possible articulation between clinical experience and the theoretical concepts involved in the incidence of disavowal in psychopathology. It is understood that such articulation brings the possibility of enrichment for clinical practice, especially regarding manifestations that are in the field of the non-representable, non-symbolized which implies, to the clinic, in different ways of thinking and intervening rather than the classical interpretation.
 
 


ENTREVISTA  
Realização Ana Claudia Patitucci, Bela M. Sister, Cristina Parada Franch, Danielle Melanie Breyton, Deborah Joan de Cardoso e Silvio Hotimsky.
 
Resenha de Silvia Leonor Alonso, Danielle Melanie Breyton, Helena M.F.M. Albuquerque, Luciana Cartocci (orgs.), Corpos, sexualidades, diversidade, São Paulo, Escuta/Sedes Sapientiae, 2016, 423 p.
 
DEBATE  
Realização: Camila Junqueira, Cristiane Abud Curi, Gisela Haddad, Thiago Majolo e Vera Zimmermann
 
DEBATE CLÍNICO  
LEITURAS  
Resenha de Leopoldo Fulgencio,
Por que Winnicott?, São Paulo, Zagodoni, 2016, 208 p.
 
Resenha de Julieta Jerusalinsky (org.), Travessias e travessuras no acompanhamento terapêutico, Salvador, Ágalma, 2016, 296 p.
 
Resenha de Cassandra Pereira França,
Nem sapo, nem princesa: terror e fascínio pelo feminino, São Paulo, Blücher, 2017, 175 p.
 
Resenha de Sérgio Telles, O psicanalista vai ao cinema, vol. 3, São Paulo, Zagodoni, 2016, 137 p.
 
 
 

     
Percurso é uma revista semestral de psicanálise, editada em São Paulo pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae desde 1988.
 
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